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Copersucar foi a maior beneficiada por venda de ativos da Raízen

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A Copersucar, empresa de comercialização e logística dos principais produtos das usinas de cana-de-açúcar e com 26 empresas em seu quadro societário, é até agora a maior beneficiária do processo de vendas de ativos da Raízen. Desde o início da safra 2025/26 até o fim de agosto, suas usinas associadas já aumentaram sua capacidade de produção em cerca de 9 milhões de toneladas ao ano.

Isso não significa que a Copersucar terá, de imediato, um volume adicional de açúcar e etanol referentes à moagem de 9 milhões de toneladas de cana, já que todos os ativos operam com algum grau de ociosidade e parte deles está sendo incorporada já na metade da safra atual.

De qualquer forma, essa quantidade de cana adicional representa, para a Copersucar, um volume potencial maior de açúcar e de etanol a ser vendido, já que a empresa é a comercializadora exclusiva dos produtos de suas associadas. Procurada, a Copersucar não comentou.

Caso todos os ativos estivessem operando a plena capacidade, a Copersucar poderia ter 185 milhões de litros de etanol e 280 mil toneladas de açúcar a mais ao longo de toda uma safra para comercializar, tomando-se como base o atual mix de produção e rendimento industrial médio acumulado. Do início desta safra até a primeira quinzena de agosto, as usinas do Centro-Sul estão direcionando 52,5% da cana para a produção de açúcar e 47,5% para o etanol.

Nesta safra, porém, o impacto em volume de vendas para a Copersucar deve ser bem menor, já que os ativos ainda estão sendo incorporados, há ociosidade nas usinas, e os canaviais têm produtividades que oscilam.

Na safra passada (2024/25), as usinas associadas da Copersucar processaram 107 milhões de toneladas de cana. Com essa moagem de suas associadas e produtos de outras usinas, a Copersucar vendeu ao longo do ciclo 15,7 milhões de toneladas de açúcar e 9,6 bilhões de litros de etanol brasileiro.

A primeira compra de um ativo da Raízen por uma usina da Copersucar nesta temporada foi acertada pela usina Ferrari, junto com a Agromen. A Ferrari, que tem 3,5% das ações da Copersucar, adquiriu a usina Leme, que tem capacidade para processar até 1,8 milhão de toneladas de cana, e os canaviais que abastecem a indústria.

Depois, a Raízen vendeu apenas os canaviais da usina Santa Elisa para seis sucroenergéticas, das quais duas são da Copersucar: a Virálcool e a Pintangueiras.

Nessa operação, a Virálcool ficou com cerca de 10 mil hectares, enquanto a Pitangueiras ficou com uma área menor, em uma região em que produtividade média é estimada em 60 toneladas por hectare. Isso representa um acréscimo de cerca de cerca de 1 milhão de toneladas de cana a essas duas usinas sócias da Copersucar. A Virálcool tem 5,6% de ações da Copersucar, e a usina Pitangueiras tem 2,6%.

Por fim, a Cocal, que possui 8,8% de participação na Copersucar, acertou, na semana passada, a compra das usinas Passatempo e Rio Brilhante, ambas em Rio Brilhante (MS), com uma capacidade conjunta de processar até 6 milhões de toneladas de cana por safra. Com esse negócio, a Cocal vai aumentar sua capacidade de moagem em 58% passando de 10,3 milhões de toneladas por safra para 16,3 milhões de toneladas anuais.

A Cocal tem duas usinas na região oeste de São Paulo, em Narandiba e Paraguaçu Paulista, que na safra passada processaram 8,3 milhões de toneladas de cana. Para esta temporada, a expectativa, apenas com as usinas de São Paulo, era processar entre 7,8 milhões e 8,6 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

*Globo Rural

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