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Coruripe encerra safra 2025/26 com moagem de 14,36 milhões de t e projeta recuperação para 2026/27

A decisão de adiar os investimentos ocorre em um momento de leve retração nos indicadores operacionais da companhia.
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A Usina Coruripe encerrou a safra 2025/26 com moagem consolidada de 14,362 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, retração de 9,4% em relação às 15,860 milhões de toneladas registradas na safra 2024/25. De acordo com apresentação de resultados divulgada pela companhia nesta semana, a queda foi influenciada pelas condições climáticas adversas observadas ao longo do ciclo.

Segundo o material, o setor sucroenergético enfrentou forte retração na produção em função dos impactos climáticos da safra anterior. Ainda assim, a Coruripe destacou que apresentou uma das menores quedas em comparação ao mercado.  Os dados mostram que o TCH consolidado do grupo caiu de 75,0 toneladas por hectare na safra 2024/25 para 69,8 t/ha na safra 2025/26. Já o ATR total passou de 136,6 kg/t para 135,9 kg/t.

No Polo Minas, o TCH recuou de 78,9 t/ha para 72,0 t/ha, enquanto o ATR avançou de 136,8 kg/t para 137,2 kg/t. Já no Polo Alagoas, o TCH subiu de 60,8 t/ha para 62,3 t/ha, enquanto o ATR caiu de 135,2 kg/t para 130,7 kg/t.

De acordo com os números divulgados pela companhia, a produção de açúcar equivalente totalizou 37,993 milhões de sacas na safra 2025/26, ante 42,547 milhões de sacas na safra anterior, retração de 10,7%.

A produção de açúcar somou 25,146 milhões de sacas, abaixo das 25,717 milhões de sacas registradas na safra 2024/25. Já a produção de etanol totalizou 363,974 mil metros cúbicos, frente aos 481,751 mil metros cúbicos do ciclo anterior.

O mix de produção da companhia na safra 2025/26 ficou distribuído em 58% para açúcar VHP, 8% para açúcar cristal, 19% para etanol anidro e 15% para etanol hidratado.

Na comercialização, a companhia registrou preço médio realizado de R$ 2.374 por tonelada para o açúcar VHP, abaixo dos R$ 2.531/t registrados na safra 2024/25. O açúcar cristal teve preço médio de R$ 123,5 por saca, ante R$ 151,0/sc no ciclo anterior.

No etanol, os preços realizados ficaram acima da safra passada. O etanol anidro registrou preço médio de R$ 3.329/m³, frente a R$ 2.940/m³ na safra 2024/25. Já o hidratado apresentou preço médio de R$ 3.264/m³, acima dos R$ 2.967/m³ do ciclo anterior.

Segundo a companhia, a receita líquida consolidada somou R$ 4,192 bilhões na safra 2025/26, ante R$ 4,833 bilhões na safra 2024/25. O EBITDA ajustado atingiu R$ 1,600 bilhão, com margem EBITDA ajustada de 38%.

O lucro líquido da companhia totalizou R$ 233 milhões na safra 2025/26, enquanto a dívida líquida encerrou o período em R$ 3,632 bilhões. A relação dívida líquida/EBITDA ajustado ficou em 2,2x.

A eficiência industrial consolidada do grupo atingiu 87,85% na safra 2025/26, enquanto o aproveitamento de tempo ficou em 85,63%, de acordo com os dados divulgados pela companhia.

Segundo a Coruripe, a utilização da capacidade industrial caiu para 84% na safra 2025/26, frente aos 99% registrados na safra anterior.

Moagem deve voltar a crescer em 2026/27

De acordo com o guidance divulgado pela Coruripe, a companhia projeta moagem de 16,205 milhões de toneladas na safra 2026/27, avanço de 12,8% em relação ao volume realizado na safra 2025/26.

A estimativa de produção de açúcar equivalente é de 42,404 milhões de sacas, crescimento de 11,6% frente às 37,993 milhões de sacas registradas no ciclo anterior. Segundo o guidance, o mix da nova safra deverá ficar distribuído em 57% para açúcar VHP, 8% para açúcar cristal, 19% para etanol anidro e 16% para etanol hidratado.

A companhia projeta produção de 24,269 milhões de sacas de açúcar VHP, 3,620 milhões de sacas de açúcar cristal, 7,844 milhões de sacas equivalentes de etanol anidro e 6,671 milhões de sacas equivalentes de etanol hidratado.

Na área agrícola, o guidance prevê TCH consolidado de 76,9 t/ha e ATR total de 135,1 kg/t. Segundo a companhia, a utilização da capacidade industrial deverá subir para 95% na safra 2026/27.

A Coruripe estima receita líquida de R$ 4,160 bilhões para a safra 2026/27, com EBITDA ajustado projetado em R$ 1,680 bilhão e margem EBITDA ajustada de 40%. A projeção de dívida líquida/EBITDA ajustado é de 2,4x.

Na posição de fixação de açúcar, a companhia informou que, até 13 de abril de 2026, havia fixado 637 mil toneladas da safra 2026/27, equivalente a 53% da produção prevista, a preço médio de R$ 2.157 por tonelada. Para a safra 2027/28, o volume fixado era de 45 mil toneladas, equivalente a 4% da produção estimada, a preço médio de R$ 2.375 por tonelada.

A companhia destacou ainda, em atualização de mercado, fatores como tensões geopolíticas, preços do petróleo e fertilizantes, além de mudanças no mercado brasileiro de etanol. Segundo o material, a Índia deve superar 28 milhões de toneladas de produção na safra, enquanto a Tailândia encerra o ciclo 2025/26 com moagem estimada entre 96 e 98 milhões de toneladas de cana.

Natália Cherubin para RPAnews
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Episódio 22: Como as tecnologias e a IA impactam as operações agrícolas?

Ep. 21: O futuro do setor sucroenergético | Perspectiva para Safra 2026/27

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