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Diesel: Petrobrás poderá reajustar preços, mas escassez preocupa

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A possibilidade de escassez de diesel, tem refletido em um aumento do preço do combustível. Na última semana o valor médio do litro passou de R$ 4,94 para R$ 5,00, segundo levantamento da Agência Nacional de Petróleo (ANP), uma alta de 1,21% e maior patamar desde o fim de junho.

Na  última sexta-feira, 11, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, descartou que faltará combustível no Brasil. A declaração foi dada a jornalistas após a coletiva de imprensa. “Tenho absoluta convicção que não. Nós lutamos tanto para abrasileirar o preço dos combustíveis. Vocês aqui sabem o quanto que foi benéfico. A responsabilidade do Ministério de Minas e Energia e do governo é manter suprimento, qualidade do combustível e modicidade de preço de combustível no país. E nós fazemos isso através de impulsionar a competitividade interna”, disse.

Mesmo assim, reajuste dos preços devem vir por aí. De acordo com o Blog do Lauro Jardim, o Ceo da Petrobras, Jean Paul Prates, teria sido procurado pela a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) para falar de reajustes de combustíveis. A agência teria se mostrado preocupada, uma vez que a estatal estaria segurando o aumento dos preços.

O presidente da Petrobras respondeu que sua diretoria está discutindo essa possibilidade para breve. As apostas do setor convergem para que na semana que vem seja anunciado o reajuste. Mas não seria um aumento que acabará com a defasagem atual. A expectativa é de um reajuste mais contido.

De acordo com estimativas da Associação Brasileira dos Distribuidores de Combustíveis (Abicom), a defasagem da Petrobras no diesel em relação aos preços internacionais chegou a 30% na quinta-feira, 10. Para a gasolina, a defasagem é de 26%.

A dependência do Brasil pela importação de diesel já chegou a ser 33%. Hoje, o volume que importado pelo país é de 25%, 1/4 da demanda nacional de diesel. Segundo Haroldo Torres, economista e especialista e Gerente de Projetos do Pecege, quem vai ser mais afetado são os postos de bandeira branca, que não tem distribuidor fidelizado e que podem acabar ficando sem produto.

“Algum importador em sã consciência compraria produto no mercado internacional com valor maior para colocar no Brasil para vender a um preço mais barato? Ninguém está assumindo esse comportamento errôneo, de comprar mais caro e vender mais barato. Portanto, de fato, o que temos uma situação onde se a Petrobrás não limitar a aplicação da sua política de preço aos volumes de diesel e gasolina que são produzidos e vendidos por suas refinarias, as importações por agentes privados vão ser descontinuadas, potencializando risco de desabastecimento”, disse o especialista do Pecege.

Como isso impacta o segmento canavieiro?

Um dos principais componentes dos custos do segmento canavieiro hoje é o diesel. Sendo assim, a redução do preço do diesel por conta da defasagem é positiva. No entanto, a possibilidade de escassez tem que ser vista com atenção, segundoTorres.

“É uma faca de dois gumes, porque se a Petrobrás voltar a praticar política de paridade internacional, o que temos é uma elevação desse preço, o que consequentemente significa um custo mais alto com o diesel. Neste momento, o setor se beneficia de um produto mais barato pressionando menos os custos. No entanto, há um ponto negativo que é ficar sem produto, por exemplo, no momento de pico de safra, o que eu acho pouco provável, mas é um risco a ser acompanhado pelo setor”, disse o gerente de Projetos do Pecege.

Natália Cherubin

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