Home Últimas Notícias Diesel pode ficar mais caro em 12 estados
Últimas Notícias

Diesel pode ficar mais caro em 12 estados

Compartilhar

A redução de arrecadação dos estados pode chegar a R$ 20,5 bilhões por ano ao se limitar a cobrança de ICMS dos combustíveis a 17%. Entretanto, padronizar a alíquota em todos os estados pode gerar aumento de preço em alguns casos, como é o caso do diesel no Rio e em São Paulo, onde também haveria alta no preço do etanol. Os cálculos são do Instituto Combustível Legal para o autor da proposta, o deputado Danilo Forte (União-CE).

Já para a gasolina, haveria redução das alíquotas em todos os estados. No entanto isso impactaria os cofres estaduais em R$ 27,2 bilhões no ano. A maior alíquota é a cobrada pelo Rio de Janeiro, de 34%. Com a redução para 17%, haveria uma diminuição de R$ 1,15 na bomba.

Em contrapartida, fixar a alíquota em 17% para o diesel significaria aumentar o tributo em 12 estados, o que implicaria em elevação de arrecadação de R$ 7,3 bilhões por ano. No Rio de Janeiro, o custo do diesel subiria com a possível elevação da alíquota de 12% para 17%. O impacto para o consumidor foi estimado em mais R$ 0,25.

O mesmo ocorreria em São Paulo. A atual alíquota do diesel é de 13,3%. Se fosse elevada para 17%, o impacto na bomba seria de R$ 0,18. O estado também sofreria com a elevação da alíquota do etanol — também de 13,3% para 17%. No caso do álcool, só Minas Gerais também teria alta na alíquota. O impacto global para os estados seria de redução de R$ 594,4 milhões anuais.

A proposta, que deve ser votada na Câmara nesta terça-feira, torna esses serviços essenciais, por isso estabelece um teto para a alíquota do principal tributo dos estados. Originalmente o texto prevê que o ICMS de 17% seja a alíquota máxima para combustíveis, energia elétrica, telecomunicações e transporte coletivo. Mas os parlamentares estão trabalhando para restringir a abrangência da proposta e limitar aos problemas estruturais que são considerados mais graves: o preço dos combustíveis e da conta de luz.

“Os estados estão com sobra de caixa e a população aflita. Quem paga a conta da inflação são os pobres e assalariados. Do ponto de vista estruturante, essa é a melhor saída, porque sinaliza resolução de longo prazo e combate guerra fiscal”, defende Forte.

O deputado diz que está discutindo com o relator do texto, Elmar Nascimento (União-BA), alterações na proposta para focar apenas em combustíveis e energia. Na avaliação dele, a simplificação vai aumentar a aceitação ao projeto, que enfrenta resistências no Senado.

Informações de O Globo

Compartilhar

Episódio 26: Manejo de plantas daninhas em cana: por que começar antes faz toda a diferença?

Episódio 25: Bioenergia sem limites: o futuro da cana além do açúcar e do etanol

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
Últimas Notícias

Armazenamento de carbono pode ser fonte de receita para usinas de etanol sem investimento direto

Modelos de negócio baseados na captura e armazenamento permanente de CO₂ permitem...

DestaquePopularÚltimas Notícias

Especial RH: Deixe de complicar e viva melhor

Uma dica simples para começar a ser feliz  por Renato Fazzolari Inicialmente,...

DestaqueÚltimas Notícias

Nordeste deve ampliar produção de açúcar em 10,3% na safra 2026/27 com avanço da produtividade e da tecnologia

Estudo do Banco do Nordeste aponta recuperação da oferta de cana, investimentos...

alta petroleo
Últimas Notícias

Petróleo atinge máxima com ataques entre EUA e Irã e ameaça de bloqueio dos houthis

Os preços do petróleo subiram cerca de 2% nesta terça-feira, 21, para...