Home Bioenergia Diplomata nega barganha entre etanol e eleição
BioenergiaMercado

Diplomata nega barganha entre etanol e eleição

etanol
Compartilhar

O embaixador dos EUA no Brasil, Todd Chapman, negou que tenha pedido ao governo brasileiro para derrubar tarifas de importação do etanol americano para ajudar a reeleição de Donald Trump. O Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos EUA, controlada pelos democratas, pediu explicações ao diplomata sobre medidas comerciais adotadas pelo Brasil que poderiam ajudar a campanha do presidente.

“Qualquer interpretação de que minha defesa de longa data dos interesses comerciais, durante um ano eleitoral, foi uma tentativa para beneficiar um candidato presidencial específico é simplesmente incorreta”, afirmou Chapman, em nota publicada ontem pela embaixada americana.

Hoje, o Brasil dá isenção na importação de até 750 milhões de litros de etanol por ano – a partir daí a tarifa é de 20%.

Segundo a coluna do jornalista Lauro Jardim, no O Globo, e reportagem do Estadão/Broadcast, o diplomata teria pedido, em encontro com membros do governo, que as tarifas fossem reduzidas a zero e indicado a importância para Jair Bolsonaro de manter Trump na presidência. O embaixador nega ter pedido ajuda.

“Em nenhum momento solicitei aos brasileiros que tomassem quaisquer medidas em apoio a qualquer candidato presidencial. Como diplomata de carreira, com quase 30 anos de serviço público, tive o prazer de servir ao governo dos EUA sob ambos os partidos”, afirmou Chapman.

Em carta à embaixada dos EUA em Brasília, enviada no fim de semana, o presidente do Comitê de Relações Exteriores da Câmara, o democrata Eliot Engel, disse que um eventual pedido de Chapman de apoio a Trump seria “completamente inapropriado” para um embaixador e contra a lei.

Estadão reitera a apuração sobre as conversas entre Chapman e representantes do governo brasileiro. No caso do etanol, uma mudança na cota poderia ser explorada politicamente por Trump junto aos agricultores do Meio-Oeste, base do eleitorado republicano. O etanol americano é produzido do milho, com subsídios. A pandemia reduziu a demanda, derrubando os preços dos combustíveis e agravando a situação dos produtores.

Compartilhar
Artigo Relacionado
Últimas NotíciasMercado

Déficit global e preocupações com Brasil e Índia elevam preços do açúcar nas bolsas internacionais

Os contratos futuros do açúcar encerraram esta terça-feira (4) em alta nas...

Últimas NotíciasMercado

Preço do açúcar sobe na ICE e volta a superar 15 cents por libra-peso

Os contratos futuros do açúcar subiram nesta segunda-feira, 3, com o mercado...

MercadoÚltimas Notícias

Preocupações com a safra da Índia impulsionam preços do açúcar

As cotações futuras do açúcar encerraram a sexta-feira (31) em alta nas...

Últimas NotíciasMercado

Melhora das chuvas na Índia pressiona preços do açúcar, apesar de déficits globais projetados

Recuperação da monção reduz preocupações com a safra indiana, enquanto Green Pool...