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Dólar forte e queda do petróleo pressionam açúcar, mas clima na Índia limita perdas

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Valorização da moeda norte-americana e recuo do petróleo aumentam pressão sobre as cotações, enquanto atraso das monções indianas mantém preocupações com a oferta global

Os preços do açúcar fecharam em queda na quinta-feira. Em Nova York, o contrato julho do açúcar bruto recuou 0,26 centavo de dólar, ou 1,88%, encerrando a 13,55 centavos de dólar por libra-peso. Em Londres, o contrato agosto do açúcar branco caiu US$ 6,90, ou 1,53%, fechando a US$ 445,20 por tonelada. O mercado foi pressionado principalmente pela valorização do dólar e pela forte queda do petróleo.

Segundo análise da Barchart, o fortalecimento do dólar reduz a atratividade das commodities cotadas na moeda norte-americana, enquanto a queda do petróleo enfraquece os preços do etanol. Esse movimento tende a estimular usinas em diversos países a direcionarem uma parcela maior da cana para a produção de açúcar, ampliando a oferta global da commodity.

Outro fator baixista para o mercado é a perspectiva de oferta confortável. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção brasileira de açúcar de 43,95 milhões de toneladas na safra 2026/27, enquanto o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima 42,5 milhões de toneladas. Já na Índia, o USDA prevê um superávit de 2,5 milhões de toneladas na temporada 2026/27, o primeiro em dois anos.

Monções na Índia sustentam mercado

Apesar da pressão baixista, as perdas foram parcialmente limitadas pelas preocupações com o clima na Índia. Dados do Departamento Meteorológico do país indicam que as chuvas das monções seguem abaixo da média histórica, situação que pode comprometer o desenvolvimento da safra de cana e reduzir a produção de açúcar.

O mercado também monitora os efeitos do fenômeno El Niño. A agência meteorológica do Japão confirmou recentemente a formação do evento climático, que pode reduzir as chuvas em importantes regiões produtoras de açúcar, como Brasil, Índia e Tailândia.

No Brasil, a perspectiva para o mercado continua dividida. Enquanto o aumento da produção de etanol pode reduzir a disponibilidade de açúcar em algumas regiões, dados recentes apontam bom desempenho da safra no Centro-Sul. A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) reportou crescimento da produção de açúcar no início da safra 2026/27, favorecida por maiores rendimentos agrícolas e maior teor de sacarose na cana.

Para os analistas, o comportamento do petróleo, do câmbio e das condições climáticas na Índia seguirá determinando a direção dos preços nas próximas semanas.

Com informações da Bachart

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