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O estabelecimento de uma nova cota anual de importação de 750 milhões de litros de etanol com alíquota zero foi uma grande vitória do governo brasileiro, liderada pelo Ministério da Agricultura.

A Unica, (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) avalia que embora fosse importante para o Brasil realizar um gesto em favor da abertura comercial com os EUA, com quem o Brasil busca amplo acordo de livre comércio, isso não poderia ser feito sem uma contrapartida para o açúcar brasileiro.

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Etanol: liberdade econômica e competitividade

De acordo com a entidade, que representa muitas unidades sucroenergéticas do Centro-Sul, o que foi proposto pelo Ministério da Agricultura, e que orientou a atuação do governo, conseguiu conciliar a liberdade econômica e a garantia da competitividade brasileira na produção sucroenergética. Ele foi adotado pela equipe econômica e transmitido pelo Ministério das Relações Exteriores ao governo americano.

“O resultado das negociações dos últimos dias, depois de meses de tensão, demonstra firmeza do Brasil, que, a partir de um gesto em prol do livre-mercado, estabeleceu um novo tempo para o diálogo sobre o tema, com condições claras para o incremento futuro do comércio bilateral de etanol: abertura do mercado americano de açúcar, um dos mais protegidos do mundo, e a implementação efetiva do E15 (mistura de 15% de etanol na gasolina, versus os 10% atuais) nos Estados Unidos”, informou a Unica em nota divulgada ontem, 01 de setembro.

O Governo Federal evidenciou, ainda, a prioridade do Renovabio para o Brasil como política capaz de garantir o cumprimento do Acordo de Paris e a necessária previsibilidade para o setor sucroenergético.

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