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Etanol brasileiro é destaque em feira de Dubai

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Etanol brasileiro será foco de feira sobre sustentabilidade em Dubai

Os potenciais do uso do etanol misturado gasolina para a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) vai ser tema de destaque no estande da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) na feira WETEX (Water, Energy, Technology and Environment Exhibition), que acontece em Dubai entre os dias 21 e 23 de outubro.

De acordo com a Unica, o espaço do Brasil na feira terá também a presença Ministério do Meio Ambiente, numa parceria com a Câmara de Comércio Árabe Brasileira (CCAB). A participação da Unica faz parte do projeto setorial com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

O evento é organizado pela Autoridade de Água e Eletricidade de Dubai (Dubai Electricity and Water Authority – DEWA) e tornou-se referência mundial ao trazer inovações e apontar caminhos para ampliar a sustentabilidade em diferentes frentes, inclusive mobilidade.

De acordo com Eduardo Leão de Sousa, diretor executivo da Unica, o Brasil é um exemplo de sucesso no uso de energia limpa. “Nenhum outro país tem a participação 46% de combustível renovável na matriz de transportes leves, que é o caso do nosso etanol hidratado e o anidro adicionado em 27% à gasolina”, explica o diretor executivo da Unica.

Tecnologia flex evitou emissão de 535 milhões de t de CO2 

Desde 2003, ano de lançamento da tecnologia flex, até hoje, o uso do etanol evitou que 535 milhões de t de CO2eq fossem lançadas na atmosfera. Para atingir a mesma redução, seria necessário plantar 4 bilhões de árvores. Isso porque o etanol de cana-de-açúcar diminui em 90% a emissão da GEE em comparação à gasolina, tornando-o um dos biocombustíveis com menor pegada de carbono do mundo.

Rubens Hannun, presidente da CCAB, afirma que a WETEX é uma grande oportunidade para promover, no cenário global, as conquistas do Brasil na frente da sustentabilidade ambiental como um dos principais players nos segmentos de energia renovável, com 45% de participação na matriz.

“O evento também fornecerá aos participantes uma plataforma interativa para mostrar seus produtos, serviços e tecnologias inovadoras e como elas podem contribuir para o movimento de sustentabilidade da região do Golfo”, diz Hannun.

A participação do Brasil na WETEX ocorre em um momento em que o país aumenta continuamente seus esforços de sustentabilidade ambiental, em consonância com o compromisso assumido na Conferência do Clima da ONU (COP21).

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Como ação concreta de descarbonização, o Brasil criou uma política pública para ampliar a participação dos biocombustíveis na matriz energética de transportes, o RenovaBio, que proporcionará uma redução de 11% de emissões de GEE até 2029, de acordo com a Unica.

Além disso, a experiência brasileira é um exemplo de que o etanol pode ser incorporado aos combustíveis fósseis, sem grandes investimentos para modificar infraestrutura existente, mas com efeitos positivos na qualidade do ar das grandes cidades.

“Se adiciono 27% de etanol de cana-de-açúcar à gasolina, consigo reduzir em 20% as emissões de CO2eq por quilômetro rodado em comparação com a gasolina pura. Se uso esse combustível em um carro híbrido, consigo reduzir em 51% as emissões. Ou seja, uma redução muito significativa e factível”, complementa Leão.

Mais etanol no exterior

A Apex-Brasil e a Unica publicaram, em fevereiro de 2008, estratégia para promover a imagem dos produtos sucroenergéticos no exterior, em especial do etanol brasileiro como uma energia limpa e renovável. As duas entidades assinaram um convênio que prevê investimentos compartilhados.

O projeto pretende influenciar o processo de construção de imagem do etanol e demais derivados da cana junto aos principais formadores de opinião mundiais, bem como empresas de trading, potenciais investidores e importadores, ONGs e consumidores.

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Ep. 21: O futuro do setor sucroenergético | Perspectiva para Safra 2026/27

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