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Etanol ganha protagonismo na transição energética, diz ministro Alexandre Silveira

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O etanol deve ocupar um “papel central” na transição energética do Brasil, afirmou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em entrevista concedida à revista Exame. Segundo ele, o combustível renovável seguirá avançando em várias frentes, inclusive como fonte para a produção de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF), reforçando o protagonismo do país no cenário global de baixo carbono.

Etanol de milho em expansão

Silveira destacou o crescimento expressivo do etanol de milho, cuja oferta aumenta cerca de 20% ao ano. Para o ministro, esse combustível funciona como um vetor complementar ao etanol de cana-de-açúcar, garantindo maior estabilidade de preços, segurança no abastecimento e disponibilidade durante todo o ano.

“Nosso etanol de milho foi recentemente reconhecido pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) como fonte para SAF, o que pode inserir o Brasil com mais força no mercado global de soluções de baixo carbono”, disse o ministro à Exame.

Atualmente, o etanol de milho responde por aproximadamente 20% da produção nacional e deve chegar a 23% em 2025, de acordo com o Ministério de Minas e Energia. Além de combustível, o setor agrega valor com subprodutos como DDG (utilizado na nutrição animal) e energia elétrica a partir da biomassa.

Misturas que fortalecem a cadeia produtiva

Outro ponto abordado pelo ministro na entrevista à Exame foi o impacto do aumento dos percentuais de biocombustíveis na gasolina e no diesel. Segundo Silveira, medidas como o E30 (30% de etanol anidro misturado à gasolina) e o B15 (15% de biodiesel no diesel) representam ganhos para toda a cadeia.

De acordo com ele, a adoção do E30 gera previsibilidade para o setor, estimula investimentos e fortalece especialmente as usinas de etanol de milho, que vêm se expandindo no Centro-Oeste. Já o avanço para o B15 deverá integrar mais de 5 mil famílias da agricultura familiar ao Programa Selo Biocombustível Social, com impacto de R$ 600 milhões na renda e geração de milhares de empregos diretos e indiretos.

Exportação e liderança global

Embora o foco da política energética seja o atendimento ao mercado interno, Silveira ressaltou que o Brasil tem capacidade para se consolidar como exportador relevante de etanol e biodiesel. O país já mantém diálogo com mercados estratégicos, como a Índia, e integra a Global Biofuels Alliance, que reúne 32 países em torno do avanço dos biocombustíveis.

“Lideramos pelo exemplo, com políticas públicas como o RenovaBio e o etanol de cana com baixa intensidade de carbono, contribuindo tecnicamente para difundir modelos sustentáveis entre países em desenvolvimento”, destacou o ministro.

Caminhos para o futuro

Além da implementação da Lei do Combustível do Futuro, Silveira enfatizou a modernização do RenovaBio, que continuará sendo um dos principais instrumentos de descarbonização do setor de transportes. A ideia, segundo ele, é garantir previsibilidade regulatória, estimular investimentos e consolidar o Brasil como líder global em bioenergia e transição energética.

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Ep. 21: O futuro do setor sucroenergético | Perspectiva para Safra 2026/27

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