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Fertilizantes: entregas caem 11% no acumulado de janeiro a outubro

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As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro encerraram o mês de outubro de 2022 com 3,8 milhões de toneladas, registrando uma redução de 17,8% em relação ao mesmo mês de 2021, quando o volume foi de 4,7 milhões de toneladas. De acordo com dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), no acumulado de janeiro a outubro de 2022, foram 33,96 milhões de toneladas, com redução de 11,4% na comparação com igual período de 2021, no qual se registraram 38,33 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso, líder nas entregas ao mercado, concentra maior volume no período analisado (23,5%), atingindo 7,98 milhões de toneladas. Seguem-se: Rio Grande do Sul (3,72 milhões), Goiás (3,69 milhões), São Paulo (3,59 milhões), Paraná (3,51 milhões) e Minas Gerais (3,22 milhões).

“Em 2022 estamos tendo cenário atípico, com desafios relativos às crises geopolíticas, mas o mercado brasileiro continua abastecido e recebendo as importações dos fertilizantes. É importante que o novo governo tenha o foco em produzir mais no Brasil e reduzir cada vez mais a dependência de fertilizantes do exterior”, explica Ricardo Tortorella, diretor-executivo da ANDA.

Produção nacional teve alta e importação caiu

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2022 em alta. Foram 641 mil toneladas, representando crescimento de 1,9% na comparação com o mesmo mês de 2021. No acumulado de janeiro a outubro de 2022, foram 6,26 milhões de toneladas, com aumento de 6,2% em relaçãoa igual períododo ano passado, quando foram produzidas 5,90 milhões de toneladas.

De acordo com a ANDA, as importações de fertilizantes intermediários continuam chegando ao Brasil, alcançando em outubro 2,62 milhões de toneladas, indicando uma redução de 18,7%. No acumulado de janeiro a outubro, o total foi de 30,03 milhões de toneladas, significando redução de 4,6% em relação ao mesmo período de 2021, quando foram importadas 31,47 milhões de toneladas.

No porto de Paranaguá, principal porta de entrada dos fertilizantes, ingressaram 8,25 milhões de toneladas, indicando redução de 7,7% em relação a 2021, quando foram descarregadas 8,94 milhões de toneladas. O terminal representou 27,5% do total importado por todos os portos, de acordo com o Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas (Siacesp/MDIC).

Com a guerra da Ucrânia, a importância do país para o fornecimento de fertilizantes no setor virou foco das atenções para o agronegócio em 2022. A alta nos preços e a falta de disponibilidade no mercado fez com que os países procurassem alternativas para o recurso.

Para Leonardo Sodré, CEO da GIROAgro, empresa de fertilizantes brasileira, o ano foi positivo. “O mercado de fertilizantes especiais e inteligente toma cada vez mais espaço no mercado internacional e 2022 foi um ótimo ano de abertura para essas tecnologias. Nós atingimos altos níveis de produção e negociação com inúmeros países.”

Em termos de investimento, as compras brasileiras somaram US$22,3 bilhões até outubro, um aumento de 96,8% em relação ao ano passado. Dentre os fornecedores em 2022, a Rússia se destaca, com 7 milhões de toneladas, equivalente a 21% do total adquirido pelo Brasil este ano. Na sequência aparecem China e Canadá.

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