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Funcionários denunciam atraso em benefícios e protestam na Usina Carolo, em Pontal (SP)

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Trabalhadores afirmam que vale-alimentação, plano de saúde e outros encargos não estariam sendo pagos há pelo menos três meses

Funcionários da Usina Carolo, localizada em Pontal (SP), realizaram uma manifestação na manhã desta sexta-feira (6) para denunciar atrasos no pagamento de benefícios trabalhistas. Segundo relatos de trabalhadores, a empresa não estaria pagando itens previstos em acordos coletivos, como vale-alimentação e plano de saúde, situação que, de acordo com os colaboradores, se arrasta há pelo menos três meses. As informações foram divulgadas pelo G1.

De acordo com a reportagem, cerca de 50 funcionários se mobilizaram em frente à unidade industrial, utilizando caminhões da própria usina como forma de bloqueio para impedir a entrada de pessoas no local durante o protesto.

À EPTV, afiliada da TV Globo, o vice-presidente do Sindicato da Alimentação de Sertãozinho, José da Silva, afirmou que além dos benefícios atrasados também há pendências relacionadas ao FGTS e ao pagamento do 13º salário.

Um dos trabalhadores da usina, o eletricista Wilson Lucas Duarte de Oliveira, relatou que valores referentes ao convênio médico estariam sendo descontados dos salários sem o repasse às operadoras de saúde.

Segundo ele, houve pelo menos dois meses de desconto do plano médico sem que o valor fosse transferido, além de relatos de outros trabalhadores que teriam tido pensão alimentícia descontada sem repasse. O funcionário também afirmou que o FGTS não é depositado há mais de um ano, situação que, segundo ele, vem sendo reivindicada pelos trabalhadores.

Ainda conforme a reportagem do G1, a Usina Carolo já havia enfrentado outros episódios recentes. Em novembro do ano passado, a empresa foi alvo de uma ação de busca e apreensão para reintegração de posse de máquinas agrícolas avaliadas em mais de R$ 50 milhões.

A medida judicial foi solicitada por uma empresa de locação de equipamentos, que alegou à Justiça que os aluguéis não estavam sendo pagos desde maio daquele ano.

Além disso, a usina também é investigada por possível envolvimento em um esquema do crime organizado relacionado a fraudes milionárias no setor de combustíveis, segundo a reportagem.

Com informações do G1

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