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Os contratos futuros do açúcar amargaram, na última semana, uma queda de 118 pontos na bolsa de Nova York, o que representa mais de 26 dólares por tonelada no comparativo com os negócios da última sexta-feira (18) e a sexta-feira da semana anterior. Pelo menos dois fatores foram determinantes para estes ajustes: a valorização do dólar e a sinalização do banco central dos Estados Unidos de que poderá subir a taxa de juros nas próximas semanas, o que impactou inúmeras commodities.

O contrato com vencimento julho/21 da ICE, de NY, fechou na sexta-feira (18) comercializado a 16,43 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 12 pontos no comparativo com os preços praticados na véspera. Já a tela outubro/21 caiu 5 pontos, com negócios em 16,66 cts/lb. Os demais lotes recuaram entre 1 e 4 pontos, com exceção do contrato maio/21 que valorizou 1 ponto.

Segundo a Reuters, “qualquer calibração dos fundamentos micro do açúcar terá de esperar até que esse ‘terremoto’ macro e quaisquer outros choques secundários passem”, afirmou Tobin Gorey, analista do Commonwealth Bank da Austrália.

Outros fatores que podem ter influenciado nas perdas da commodity é a melhoria nas perspectivas para as safras da Índia e Tailândia após chuvas favoráveis e o forte ritmo de produção no Brasil durante a segunda quinzena de maio, ainda segundo os analistas ouvidos pela Reuters.

Em Londres o açúcar branco também fechou em baixa na sexta em quase todos os lotes. No vencimento agosto/21 a commodity recuou 1,60 dólar, negociada em US$ 423,40 a tonelada. As telas outubro e dezembro/21 e março/22 recuaram, respectivamente, 50, 30 e 10 cents de dólar. Já os contratos maio e agosto/22 subiram 10 e 80 cents.

No mercado interno o açúcar também fechou em baixa na última sexta-feira pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos do tipo cristal foi negociada em R$ 115,37, contra R$ 117,76 a saca de quinta-feira, recuo de 2,03% no comparativo entre os dias.

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