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Greves em usinas de açúcar da Austrália colocam a safra de cana em risco

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Se não forem resolvidas em breve, disputas em fábricas que produzem mais da metade do açúcar da Austrália podem atrapalhar a colheita de cana do país, ameaçando a produção e as exportações, disseram pessoas do setor.

As greves por causa de salários acontecem em oito usinas de propriedade da Wilmar International, de Singapura, que produzem mais de 2 milhões de toneladas açúcar por ano – no valor de cerca de US$ 1 bilhão. Com isso, as unidades adiaram o início das operações de esmagamento de cana entre 2 e 13 dias, informou a subsidiária australiana da empresa.

Uma nona usina, de propriedade do conglomerado chinês Cofco, informou que também atrasou seu início devido a greves e condições climáticas adversas.

A Austrália é o quarto maior exportador de açúcar do mundo, enviando cerca de 3,5 milhões de toneladas por ano para outros mercados, principalmente na Ásia. Uma pequena redução na produção australiana reduziria a oferta para o continente, mas provavelmente teria pouco impacto sobre os preços globais.

No entanto, os atrasos estão preocupando os produtores que alinharam mão de obra para entregar a cana. Por enquanto, eles ainda não ameaçam a produção geral de açúcar em uma temporada de moagem que vai de junho a novembro; após esse período, as chuvas diluem o açúcar da cana e dificultam a colheita.

Entretanto, atrasos maiores podem encurtar a temporada de processamento e o tempo disponível para trazer a cana dos campos.

“Todos estão preocupados com isso”, disse o CEO da exportadora Queensland Sugar, Greg Beashel, que segue: “A cana precisa ser moída em um período fixo, caso contrário, perde-se o teor de açúcar e há riscos climáticos no final do ano”.

Atrasos no início da temporada não são incomuns e os compradores ainda não devem se alarmar, disse Beashel. “Mas isso precisa ser resolvido muito em breve”, acrescentou.

Os porta-vozes da Wilmar Sugar and Renewables, também uma importante geradora de energia renovável a partir de biomassa, e da Tully Sugar, da Cofco, disseram que greves prolongadas prejudicariam o esmagamento, mas eles esperam que acordos salariais possam ser fechados antes que isso aconteça.

Os sindicatos de empregados da Wilmar estão pedindo um aumento salarial de 18% ao longo de três anos e os da Tully querem 21%, disseram as autoridades sindicais.

Reuters
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