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GVO conclui primeira etapa de pagamento de credores trabalhistas

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O GVO (Grupo Virgolino de Oliveira), detentora de quatro unidades de açúcar e etanol no interior paulista, anunciou que em cumprimento ao cronograma estabelecido no plano de recuperação judicial, concluiu a primeira etapa de pagamento de credores trabalhistas.

Apesar de não ter divulgado valores sobre o primeiro pagamento, o montante da segunda fase será de R$ 40 milhões e envolve trabalhadores que tenham até R$ 20 mil a receber. Valores acima de R$ 20 mil e até o teto de 150 salários mínimos (R$ 181,8 mil) serão quitados nos próximos dois anos. No total, mais de 5,7 mil credores trabalhistas serão contemplados.

De acordo com nota divulgada pelo escritório Mubarak Advogados Associados, um dos responsáveis pelas negociações da RJ ao lado do escritório TWK Advogados, as dívidas negociadas envolvem quase 8 mil credores nacionais e internacionais, incluindo fornecedores de cana-de-açúcar, de insumos para plantio e tratamento da cultura, além de agentes do mercado financeiro e bancos internacionais.

A recuperação judicial ultrapassa R$ 7 bilhões. “Com a aprovação e homologação do plano, o grupo ganhou novas condições para saldar dívidas anteriores, assegurando sua longevidade, ainda que com atividade econômica reduzida. A decretação de falência só agravaria os problemas dos credores”, disse o sócio do Mubarak Advogados Associados, Elias Mubarak Júnior.

De acordo com a RJ, as dívidas serão pagas com parte dos resultados líquidos auferidos, captação de novos recursos para a retomada operacional da empresa e por meio da alienação de bens móveis e imóveis na forma de Unidades Produtivas Isoladas (UPI).

O plano prevê ainda nove UPIs, compostas pelas usinas José Bonifácio, Catanduva, Itapira e Monções, além de terras, imóveis urbanos e precatórios. O GVO foi fundado em 1921, com a inauguração de sua primeira unidade, a usina Nossa Senhora Aparecida, em Itapira (SP).

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