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Uma das missões da Latam Airlines para as próximas décadas é a neutralização de todas as emissões de carbono em suas operações. Para que isso se torne uma realidade, uma série de mudanças operacionais serão requeridas e a capacidade de execução da empresa aérea precisa demonstrar grande disciplina. Um dos pilares-chave para atingimento do objetivo está no tipo de combustível usado nos aviões.

Segundo o site Reportur, a estratégia da empresa aérea nessa área consiste em buscar eficiências a partir de combustíveis alternativos como a cana-de-açúcar. O CEO do grupo, Roberto Alvo, indicou que existe potencial de abundante fornecimento desse combustível não-fóssil no Chile e no Brasil, sendo que em nosso país a principal matriz seria a cana-de-açúcar.

“No Brasil, a quantidade de resíduos da cana-de-açúcar é suficiente para abastecer todo o setor aéreo nacional. Hoje existem plantas pequenas de produção de biocombustível, mas ainda é uma fase muito embrionária”, disse Alvo ao Diario Financiero do Chile.

Estratégia da Latam para os próximos 30 anos

A estratégia de sustentabilidade para os próximos 30 anos contempla quatro pilares de trabalho: gestão ambiental, mudanças climáticas, economia circular e valor compartilhado. As linhas de ação foram elaboradas de forma colaborativa com especialistas e organizações ambientais de todo o continente e implica em um investimento de cerca de US$ 100 milhões em 10 anos.

Com relação ao pilar de mudanças climáticas, o grupo anunciou que vai trabalhar para reduzir as suas emissões por meio da incorporação de combustíveis sustentáveis ??e novas tecnologias de aviação que, estima-se, estarão disponíveis a partir de 2035. “O meio ambiente não pode esperar 15 anos até que tenhamos as tecnologias necessárias para reduzir as emissões. É por isso que trabalharemos em paralelo para promover essas transformações e compensar as nossas emissões por meio de soluções baseadas na natureza”, afirma Roberto Alvo, CEO do Grupo LATAM Airlines.

Por meio do desenvolvimento de um portfólio de projetos de conservação e outras iniciativas, o grupo LATAM buscará compensar 50% das emissões domésticas até 2030, estabelecendo um caminho para ser carbono neutro até 2050. A ação incluirá ecossistemas icônicos da América do Sul, como a Amazônia, o Chaco, as planícies do Orinoco, a Mata Atlântica e o Cerrado, entre outros.

Além disso, o grupo LATAM promoverá um programa para oferecer aos passageiros, clientes corporativos e de carga a opção de compensar as emissões de CO2 relativas às suas viagens. Paralelamente, o grupo compensará a mesma quantidade de emissões de CO2 que os clientes em um programa 1 + 1.

Em economia circular, o grupo LATAM está empenhada em promover uma cultura de eliminação, redução, reutilização e reciclagem em toda a operação para chegar em 2027 como um grupo que gera zero resíduos para aterro. Para isso, os plásticos de uso único ??serão eliminados até 2023 e o programa de reciclagem a bordo será expandido em todas as rotas domésticas do Grupo LATAM, e todas as salas VIP se tornarão 100% sustentáveis. Da mesma forma, o grupo vai implantar um programa de reciclagem de uniformes em todos os países e um plano para substituir os materiais a bordo por itens compostáveis, recicláveis ??ou certificados.

Já no pilar de valor compartilhado, o grupo ampliará a sua capacidade de transporte de pessoas e cargas para programas de saúde e de cuidado com o meio ambiente, e em desastres naturais. É importante lembrar que, desde o início da pandemia, graças ao Avião Solidário, foram transportadas mais de 29,4 milhões de vacinas gratuitamente por meio de suas filiais, mais de 1.400 profissionais de saúde, mais de 490 toneladas de suprimentos médicos e mais de 1.500 órgãos e tecidos na América do Sul. O programa ainda realizou 10 transportes de células-tronco para pacientes com leucemia.

E, no caso da gestão ambiental, o grupo LATAM vai implantar um sistema transparente e auditável, que permitirá levar em consideração as variáveis ??ambientais de todos os processos e operações do grupo. A certificação ambiental será a IEnvA, que é concedida pela Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA) e uma referência no setor.

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