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Melhoramentos quer investir em etanol de milho e biometano

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Completando 100 anos, a companhia Melhoramentos Norte do Paraná quer aproveitar o novo momento dos biocombustíveis

A Companhia Melhoramentos Norte do Paraná (CMNP), tradicional grupo responsável pela colonização do norte paranaense, avalia novos investimentos em biocombustíveis. Segundo reportagem da Globo Rural, o plano inclui a construção de uma planta de etanol de milho e outra de biometano, em um movimento que reflete a ascensão de políticas de incentivo ao setor.

De acordo com o sócio e CEO da empresa, Gastão Mesquita, os estudos para implantação de uma usina de etanol de milho começaram há pouco mais de um ano. A ideia é instalar a unidade ao lado da usina Jussara, primeira do grupo, localizada no município homônimo no Paraná — região de forte produção de grãos.

Para viabilizar o projeto, a CMNP já manteve conversas com a Cocamar, cooperativa sediada em Maringá. A tendência é que a parceria envolva o fornecimento de milho e a compra de DDGs (grãos secos de destilaria) destinados à alimentação animal. Procurada pela reportagem, a cooperativa não confirmou o projeto, mas declarou acompanhar de perto oportunidades que agreguem valor aos cooperados.

Pelo desenho inicial, a unidade teria capacidade para processar 120 mil toneladas de milho por safra, com potencial de gerar R$ 300 milhões em receita anual. Um dos diferenciais do projeto é o aproveitamento da energia elétrica proveniente da cogeração de bagaço de cana, que hoje é comercializada no mercado spot. Parte desse volume passaria a ser utilizada internamente para abastecer a nova planta.

Apesar dos avanços, a decisão de investimento ainda não foi tomada. “Vai ser uma decisão no momento certo”, afirmou Mesquita.

Biometano no radar

Além do etanol de milho, a CMNP também estuda a implantação de uma unidade de biometano, em linha com a iniciativa da Copersucar, da qual é sócia, para fomentar esse tipo de projeto entre suas associadas. O mapeamento de mercado já foi concluído pela Copersucar e indica demanda na indústria local.

Segundo Mesquita, o entrave está na escolha da tecnologia e na necessidade de ampliar a base de consumo. “Ainda não tem muito caminhão a biometano. Quando os caminhões ficarem velhos, o que se faz com a frota?”, questionou.

Operações atuais

Enquanto os novos investimentos não saem do papel, a CMNP segue empenhada em melhorar sua eficiência e alcançar a capacidade total de moagem. Atualmente, as três usinas do grupo podem processar até 8 milhões de toneladas de cana por safra, mas no último ciclo o volume foi de 7 milhões de toneladas — impacto das geadas de maio e da seca em 2024. A receita deve repetir o desempenho de cerca de R$ 1,6 bilhão.

Para expandir a oferta de matéria-prima, a empresa vem apostando em parcerias com agricultores locais para o cultivo de soja em áreas de reforma dos canaviais. “Eles passaram a ter duas receitas: com cana e com grão”, explicou Mesquita.

A companhia também adota estratégias para mitigar riscos climáticos. Contra geadas, frequentes no norte do Paraná, aposta em variedades precoces colhidas antes do inverno. Já contra a seca, investe em irrigação — prática aplicada na usina Vale do Paraná, em Suzanópolis (SP), adquirida dos grupos Manuelita e Pantaleón.

Informações da Globo Rural

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Episódio 23: O etanol de milho pode mudar o futuro das usinas brasileiras?

Episódio 22: Como as tecnologias e a IA impactam as operações agrícolas?

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

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