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Mercado em expansão de biocombustíveis para caminhões esbarra em restrições nos EUA

Foto/Divulgação Stellantis
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Os reguladores dos Estados Unidos impulsionaram uma indústria de combustíveis para caminhões com baixo teor de carbono que está em crescimento, mas a nova regra federal da Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) pode frear esse avanço.

Isso acontece porque a agência estabeleceu volumes obrigatórios para biocombustíveis nos próximos anos que ficaram abaixo das expectativas do setor, levando a temores de que a capacidade de produção que as empresas estão construindo fique prejudicada.

Com o anúncio dos volumes obrigatórios, as ações da Darling Ingredients, maior produtora de diesel renovável dos EUA por meio de uma joint venture, caíram até 8%. As ações da Archer Daniels Midland (ADM) e da Bunge, que produzem matérias-primas para diesel renovável, também recuaram.

Enquanto isso, na Bolsa de Chicago (CBOT, na sigla em inglês), os contratos do óleo de soja caíram mais de 7% após o anúncio da EPA.

Analistas afirmam que os requisitos de mistura “surpreendentemente modestos” da EPA para combustíveis de caminhões podem desestruturar uma série de projetos que eram esperados para mais do que dobrar a capacidade de produção de diesel renovável. Entre os projetos, há mais de 20 novas plantas de extração de óleo de soja, insumo para diesel renovável, que aumentariam a capacidade do país em mais de 30%, de acordo com a American Soybean Association.

Os projetos em andamento poderiam elevar a capacidade de produção anual para mais de 8 bilhões de galões nos próximos anos, mais do que as metas da EPA de 2,82 bilhões de galões de mistura de biocombustível para 2023 e chegando a 3,35 bilhões de galões em 2025. A EPA tenta equilibrar as metas de emissões de carbono com outras preocupações, como o impacto nos preços dos alimentos ao utilizar óleos vegetais como combustível.

Alguns analistas não acreditam que o aumento modesto dos níveis de combustível de baixo teor de carbono da EPA vai alterar a trajetória de crescimento do diesel renovável.

O banco de investimentos Goldman Sachs disse em nota que a queda nas ações da Darling Ingredients era uma oportunidade de compra e recomendou as ações das gigantes agrícolas ADM e Bunge. O banco de investimentos afirmou ainda que as exportações para países com políticas de combustível de baixo teor de carbono ajudarão a evitar que o mercado entre em um excedente perigoso.

Dow Jones Newswires
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