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Mercado futuro do açúcar recuou 8 dólares a tonelada na semana

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O mercado futuro do açúcar fechou em baixa na última sexta-feira (4). Em Nova York, o açúcar bruto, negociado na ICE, fechou cotado em 14,44 centavos de dólar por libra-peso, no vencimento março/21, recuo de 27 pontos no comparativo com a véspera. Comparando com os preços da semana anterior, a commodity desvalorizou 38 pontos, o que representa, segundo analistas, cerca de 8 dólares por tonelada.

Nos demais vencimentos da ICE o açúcar também fechou a semana no vermelho. O lote para maio/21 foi negociado em 13,84 cts/lb, desvalorização de 20 pontos no comparativo com o dia anterior. Já as demais telas recuaram entre 10 e 17 pontos.

Londres acompanhou Nova York e também fechou em baixa em todos os lotes do açúcar branco. No vencimento março/21, a commodity foi negociada em US$ 397,30 a tonelada, recuo de 6,30 dólares no comparativo com a véspera. Já a tela maio/21 caiu 5,40 dólares, negociada em US$ 392,50 a tonelada. Os demais contratos caíram entre 4,60 e 5,50 dólares.

Segundo Arnaldo Luiz Corrêa, diretor da Archer Consulting, “o mercado vai encontrar o equilíbrio. O estoque mundial de açúcar vis-à-vis o consumo vai aumentar. Não sabemos ainda quanto a retração do consumo devido ao covid-19 vai alterar essa relação. Os números já não eram bons antes, pois o consumo mundial tinha crescido apenas 0.46% ao ano nos últimos dez anos, qual será o impacto agora pós-pandemia?”.

O consultor ainda destaca em seu artigo semanal “não consigo enxergar, neste momento, razões para acreditar que os preços de NY podem atingir 16-17 centavos de dólar por libra-peso. O que se viu na semana também foi o derretimento do dólar para R$ 5,1567 uma valorização da moeda brasileira em 3.17% na semana. Os valores médios dos açúcares para as safras 21/22 e 22/23 caíram quase R$ 50 por tonelada na semana. E nós falamos isso aqui dezenas de vezes: não perca a oportunidade de travar os preços em reais por tonelada”.

“Para uma reversão desse cenário, menos otimista que a maioria dos analistas, precisaríamos da combinação de alguns fatores: uma vacinação global em massa e em tempo recorde capaz de alterar a trajetória da economia, fazendo com que houvesse uma explosão de consumo, e a retomada da mobilidade social que elevaria o preço do petróleo e afetaria a arbitragem com o açúcar. Haja otimismo”, conclui Corrêa.

Mercado doméstico

Na sexta-feira (4) os preços do açúcar cristal medidos pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP, fecharam em alta, negociados em R$ 110,28 a saca de 50 quilos, valorização de 1,12% no comparativo com a véspera.

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