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Mercado paulista de açúcar inicia 2026 com retomada de negócios e ajuste de preços, aponta Cepea

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O mercado paulista de açúcar cristal branco iniciou 2026 com recuperação no volume negociado, segundo levantamento do Cepea. De acordo com o Centro de Pesquisas, o movimento reflete a retomada das atividades industriais após o recesso de fim de ano, o que tende a normalizar os fluxos de oferta e demanda no mercado físico.

Entre 5 e 9 de janeiro, o Indicador CEPEA/ESALQ – São Paulo registrou média de R$ 107,49 por saca de 50 kg (açúcar com cor Icumsa de 130 a 180), o que representa uma queda de 2,28% em relação à semana anterior. Segundo os pesquisadores, o recuo nos preços ocorreu em função do aumento da disponibilidade de açúcar com coloração até 180 Icumsa, considerado de menor qualidade. Ao mesmo tempo, o açúcar de melhor padrão, até 150 Icumsa, seguiu sendo negociado a patamares relativamente mais elevados.

Semana anterior teve mercado travado pelo recesso

Na semana imediatamente anterior, de 29 de dezembro a 2 de janeiro, o mercado brasileiro de açúcar cristal branco apresentou movimentação bastante restrita, em função do recesso dos compradores, típico desse período do ano. O Indicador CEPEA/ESALQ – São Paulo teve média de R$ 109,99 por saca de 50 kg, o que representou uma retração de 0,58% em relação à semana anterior (R$ 110,63/sc).

Segundo os pesquisadores do Cepea, a baixa liquidez e o posicionamento cauteloso dos agentes de mercado resultaram em negócios muito escassos, com poucos fechamentos efetivos reportados ao longo do período.

Além da desaceleração sazonal das compras, o comportamento das usinas também contribuiu para o cenário de menor oferta no mercado spot. Os produtores demonstraram preferência por reservar o produto para o cumprimento de contratos já firmados e, principalmente, para a comercialização durante a entressafra, quando há expectativa de preços mais favoráveis. Essa estratégia de retenção de estoques, combinada com a demanda reduzida típica do início do ano, explica tanto a retração dos preços quanto o ritmo lento das transações observado no mercado físico paulista.

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