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Milho: negócios seguem lentos com menor demanda e melhora no ritmo de colheita

Milho (Ilustrativa/Divulgação)
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Os preços do milho seguem em queda no Brasil, com desvalorizações ainda mais expressivas registradas nos últimos dias. De acordo com pesquisadores do Cepea, a pressão sobre os valores vem da menor demanda, da melhora no ritmo da colheita da safra verão (que eleva a oferta em todas as regiões) e do desenvolvimento satisfatório da segunda safra.

Nesse cenário, produtores vêm priorizando a colheita da soja (que deve registrar produção recorde), e compradores se mantêm afastados das aquisições de milho, à espera de quedas ainda mais intensa nos preços, principalmente no segundo semestre, quando se inicia a colheita da segunda safra.

Quedas vem desde a primeira quinzena

Diante da expectativa de safra 2022/23 recorde no Brasil, os preços do milho vêm registrando fortes quedas diárias consecutivas – as baixas foram verificadas desde o encerramento de março.

Na semana passada, de acordo com colaboradores do Cepea, enquanto compradores internos adquiriam apenas pequenos volumes no spot, vendedores estavam mais flexíveis nos preços de negociações, e exportadores priorizaram as negociações envolvendo a soja.

Em relatório divulgado pela Conab, a previsão de colheita sofreu uma elevação de 200 mil toneladas frente às estimativas de março, devido à melhora na produção da safra verão. Agora, a temporada 2022/23 é estimada em 124,87 milhões de toneladas, aumento de 10,4% em relação a 2021/22.

Colheita de milho alcança 81% no RS 

A colheita de milho alcançou 81% da área cultivada no Rio Grande do Sul na última quinta-feira, 20, segundo a Emater-RS.  O indicador teve incremento de apenas um ponto em uma semana, mas está à frente dos 79% de um ano antes e da média histórica de 74%.

“A operação avançou somente em localidades onde não há o cultivo de soja, em pequenas lavouras e com máquinas de colheita de pequeno porte”, disse a empresa, conforme divulgado pela Reuters.

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