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Moagem de cana no Centro-Sul do Brasil deve cair 8,9% na safra 2024/25

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Previsão foi apresentada pelo presidente da consultoria Datagro, Plinio Nastari, durante evento em Nova York.

A Datagro projeta uma queda de 8,9% na moagem de cana no Centro-Sul na safra 2024/25 (abril de 2024 a março de 2025), para 598 milhões de toneladas. Os dados foram apresentados pelo presidente da consultoria, Plinio Nastari, durante evento em conjunto com o Citibank, transmitido online de Nova York.

Segundo Nastari, as projeções refletem o tempo mais seco do verão e das últimas semanas. Em março e abril, as chuvas levaram um alívio aos canaviais. Mas desde 26 de abril, uma bolha de ar quente – causadora da quarta onda de calor registrada no Brasil neste ano – instalou-se no Centro-Sul, voltando a deixar o tempo mais quente e a reduzir a umidade das lavouras.

“Devido às condições mais secas, a [colheita na] lavoura vai avançar mais rápido neste ano”, afirmou Nastari. Ele estimou que a moagem deve ser concluída no início ou em meados de novembro.

Açúcar e etanol

A consultoria estima um leve aumento da concentração de sacarose, mas insuficiente para compensar a quebra de produtividade. Com isso, a produção de açúcar foi estimada em 41,6 milhões de toneladas, o que deve representar uma queda ante a safra passada. Esse volume também reflete um mix açucareiro de 52,1%, acima da temporada anterior.

Segundo Nastari, as usinas devem continuar preferindo produzir açúcar não só porque já fizeram muita fixação de preço, mas também por causa da diferença entre os valores da commodity e os do etanol hidratado, atualmente perto dos 5 centavos de dólar a libra-peso.

Como consequência, a estimativa para a produção de etanol é de queda de 7,2%, para 32,17 bilhões de litros. A Datagro também estima que a produção do biocombustível a partir do milho crescerá 22%, para 7,7 bilhões de litros.

Nastari observou, no entanto, que a queda na oferta de etanol na safra 2024/25 será amenizada pelos elevados estoques de passagem do biocombustível, carregados da temporada 2023/24. Ainda assim, a expectativa é de alta dos preços do produto no ciclo atual.

Com informações do Globo Rural/Camila Souza Ramos

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