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Na Copersucar, transformação digital no ESG começa na mudança de postura e processos

RIBEIRAO PRETO, SP - 19 ABRIL: Funcionarios da Copersucar, trabalham no Terminal Intermodal, em Ribeirao Preto, em 19 de abril de 2016. (Foto: RENATO STOCKLER)
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Implantação de tecnologia é um passo posterior que conclui a estratégia sustentável do negócio

O sucesso da transformação digital está em transformar antes de ser digital, em outras palavras, a transformação digital passa primeiro pela mudança de postura e de processos. Esta é a visão que o gerente-executivo de Tecnologia e Processos da Copersucar, Dalbi Arruda, compartilhou em um recente Webinar que discutiu o ESG nas usinas e a transformação digital como fator estratégico. Para ele, a jornada vai além da aplicação da tecnologia nos processos internos da empresa, ela deve contribuir com o desempenho e a modernização nas bordas do sistema, e muitas vezes indo adiante.

Parte desta visão estratégica tem origem no papel desempenhado pela Copersucar, através da sua liderança e protagonismo relevante no mercado nacional e internacional, incluindo as suas investidas, passando pela ampla operação logística, interação com mercado financeiro e com as indústrias, que a colocam como ponto de referência no setor.

Ao trazer o ESG para a discussão, Dalbi explica que este é um tema que já faz parte do processo, intrínseco ao negócio e à Copersucar, declarado desde os níveis mais altos de entendimento da Companhia, o que inclui o seu propósito de conectar o campo ao mundo, levando energia renovável e alimento natural, combinada a uma visão de mundo com um claro caminho para uma economia de baixo carbono.

“Para nós o tema ESG é muito mais do que do que ‘estar em compliance’ com uma ou outra questão externa, é um assunto estratégico de negócio”, enfatizou o executivo que ainda lembrou que todas as usinas associadas da Copersucar são certificadas no RenovaBio e escrituram um volume muito importante de créditos verdes no mercado, mostrando o comprometimento com o tema. Ele revelou também que neste momento a companhia está fazendo um inventário de emissões da cadeia estendida, chegando até as usinas sócias, buscando evidenciar todo impacto positivo gerado pelo ecossistema.

Na conversa, Dalbi destacou que inovar é muito mais do que só transformação digital. O setor sucroenergético, por exemplo, é muito inovador desde os seus primórdios, não apenas digitalmente. Ele inovou em práticas de manejo, de cultivo, em equipamentos, genética de variedades, entre outros. Por outro lado, a transformação digital exige um profundo conhecimento, para responder os desafios de forma eficiente. Trata-se de um processo de recriação, nas melhorias dos procedimentos e na habilitação de novos modelos de negócios. “É aí que nós buscamos transformação digital, para acharmos e implementarmos formas diferentes de um negócio acontecer através da tecnologia ou da mudança dos processos”, acrescenta.

Indo além da porteira: digitalizando as interfaces

Inicialmente, é natural perseguir a eficiência nos processos dentro do negócio. O que a Copersucar está se propondo a fazer agora é olhar para seu papel como uma integradora, uma plataforma que habilita a performance dos parceiros e sócios, e a partir desta visão explorar as oportunidades nessas interfaces, avaliando também a digitalização nas bordas, e além das suas bordas. Isso permitirá criar serviços, inovar nas relações, descobrir oportunidades e gerar valor ao ecossistema.

Vale ressaltar que a empresa é uma plataforma integrada conectada à players de todos os lados da cadeia do setor sucroenergético, com capacidade para interligar a produção das usinas com os clientes e mercados, mas também com os serviços das outras empresas investidas, do setor financeiro, dos operadores logísticos e parceiros de tecnologia. “A gente quer ser cada vez mais essa plataforma integrada que possibilita esta conexão”, completa.

E a expressão de digitalizar as interfaces tem início com a análise do entorno da Copersucar e esse papel importante que ela tem como agregador e provedor de eficiência e de serviços, como a oportunidade de criar um barramento de serviços digitais. Trata-se de um trajeto complexo e ininterrupto.

A Copersucar se lançou nesta jornada com a robotização e aplicação de plataforma de APIs. “O processo de robotização não é algo inovador, mas a gente se desafiou a robotizar processos que pudessem fazer algo por nós e pelos nossos clientes, pelas usinas, pela logística, por em prática alguns robôs que fossem além da tarefa”. Hoje, por exemplo, já existe um robô que é capaz de receber um e-mail do cliente, entender a solicitação, montar a resposta e devolver para o cliente aquela informação que ele estava precisando naquele momento, sem precisar ficar esperando. Outro robô que se destaca na atuação nas bordas é um dispositivo que se integra com os clientes da Copersucar e recebe deles as programações de carregamento, verificando se as informações prestadas estão dentro do que era esperado, já preparando a criação de todo o planejamento daquele embarque e fazendo uma devolutiva para esse cliente do resultado. “O plano é que estes robôs possam estender seus braços e chegar dentro da casa dos clientes. O nosso objetivo é que o robô termine a tarefa dele lá, porque na hora que ele recebe o meu retorno, ele certamente faz algo com aquilo”.

Dalbi conta que a companhia terá foco na transformação digital nas bordas, nas interfaces, e nesta avaliação, o barramento digital Copersucar é uma plataforma, um conjunto de serviços digitais, que tem o objetivo de inovar e criar essas relações cada vez mais digitais.

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