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Na entressafra da cana, Pindorama amplia produção de etanol de cereais

A Usina é a primeira unidade do Norte-Nordeste a fabricar álcool tanto da cana-de-açúcar quanto de cereais, a Pindorama iniciou sua moagem em 1º de setembro de 2024.
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Cooperativa de Alagoas espera produzir 12 milhões de litros de combustível com milho e sorgo até agosto e anunciou aquisição de novos equipamentos para aumentar capacidade

O período de entressafra canavieira, que deve durar até o início de agosto em Alagoas, significa que as máquinas estarão a todo vapor na produção de etanol de milho e sorgo na Cooperativa Pindorama, localizada no litoral sul do estado. A previsão é que, nos próximos quatro meses, a produção de combustível proveniente de cereais chegue a 12 milhões de litros.

Segundo o gerente industrial da Pindorama, Erikson Viana, a cooperativa está realizando algumas melhorias no sistema de produção, o que vai possibilitar a ampliação da produção diária. Estão sendo realizadas uma adaptação nas torres de destilação de álcool e dornas da cana, além da compra de dois novos moinhos vão contribuir para o aumento da capacidade de fabricação do etanol a partir do milho e do sorgo, além do WDG, que é um composto proteico destinado à nutrição animal.

Atualmente, a usina de etanol de cereais fabrica cerca de 120 mil litros por dia, além da produção de aproximadamente 120 toneladas de WDG. Com as adaptações, Viana afirma que a capacidade de produção de etanol de cereais e WDG basicamente dobrarão. No caso do etanol, a estimativa é que a produção seja de cerca de 180 mil litros por dia, enquanto a de WDG saltaria para a casa das 200 toneladas ao dia.

Além das melhorias, a fabricação de etanol de cereais durante a entressafra da cana-de-açúcar possibilita que o mercado seja abastecido e haja movimento na economia. “Estamos com a moagem da cana parada. Apesar desse período de entressafra, que vai perdurar por quatro meses, continuamos fabricando o etanol a partir do milho ou do sorgo. Temos a expectativa de produzir, nesse meio-tempo, cerca de 12 milhões de litros de álcool de sorgo, que é o cereal mais rentável no momento”, disse Viana.

Dados do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Etanol do Estado de Alagoas (Sindaçúcar-AL), mostram que, até o dia 10 de abril, a safra 2023/24 estava em andamento no estado com duas das 15 usinas operando. A cana processada até o momento está em 19,1 milhões de toneladas, sendo que deste total, 15,5 milhões foram destinadas a produção de açúcar (VHP, cristal e refinado) e 3,5 milhões de toneladas para a fabricação de etanol (anidro e hidratado).

Para o presidente da Cooperativa Pindorama, Klécio Santos, a produção de etanol no período de entressafra é importante para a economia alagoana. “Essa alternativa do etanol de milho e do sorgo é muito interessante. Em Alagoas e no Nordeste como um todo, a safra foi encerrada no final do mês de março e poucas usinas foram até abril. Nesse período de abril até setembro não há produção na região”, observa.

Santos ainda comenta que, nesses meses, o estado normalmente é abastecido com etanol vindo de outros estados, o que implica em maiores custos. “A ideia de fazer a produção de etanol também nesse período é dar continuidade, já que o etanol de milho ou sorgo independe de outros fatores. Isso é uma coisa muito importante, extremamente rentável para o estado e muito estratégica para nossa cooperativa”, classificou.

Movimento Econômico Alagoas/Vanessa Siqueira
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