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Etanol

Nissan deve concluir testes com célula de etanol até 2025

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A Nissan pretende lançar a tecnologia de célula a etanol, que gera energia elétrica por meio de reação química, sem produção de CO2 e que poderá ser utilizado em qualquer tipo de veículo. A informação foi dada pelo presidente da Nissan Mercosul e diretor-geral da empresa, Airton Cousseau, em entrevista ao jornal Estado de São Paulo, na última semana.

A pesquisa em cima de sistemas de células de etanol para a eletrificação de veículos já tem quase seis anos. Hoje já é possível rodar quase 800 km com eletricidade usando um tanque de etanol.

“O etanol tem uma enorme capacidade de gerar energia na célula a combustível. E essa energia move o motor elétrico. Então, não vai ser preciso ligar o veículo na tomada. Para o consumidor, bastará parar no posto e encher o tanque com etanol. Temos parcerias com universidades e empresas como a Raízen, que está cooperando sobretudo na parte do desenvolvimento do etanol”, explicou Cousseau.

Ainda de acordo com ele, o projeto da Nissan pode ter vários tipos de aplicação. As células de etanol poderão ser usadas em carros, motos, aviões, barcos e até em motores estacionários.

“O conselho no Japão está tão entusiasmado que mandou antecipar, de 2023 para este ano, a instalação, na fábrica de lá, de um sistema estacionário a célula a etanol, que vai ser enviado do Brasil. Eu gostaria de acelerar o processo de lançamento, mas é preciso respeitar os planos de desenvolvimento. O mais importante é que todos os obstáculos já têm solução”, disse presidente da Nissan Mercosul e diretor-geral da companhia.

A expectativa é que até 2025, ou seja, em menos de três anos, a Nissan conclua os testes e inicie a fase de marketing. “Quando eu ouvi falar desse projeto, e que foram engenheiros brasileiros que o desenvolveram, senti ainda mais orgulho do nosso pessoal e do País. Estou muito entusiasmado porque esse não é um negócio para a Nissan. É para o Brasil e para o mundo”, destacou em entrevista ao Estado de S.Paulo.

Para se tem uma ideia, o sistema também funciona com gás natural, que é muito forte na Rússia.

O sistema, que deve chegar ao mercado até 2030, não atenderá apenas o mercado de automóveis, mas de qualquer outra aplicação que precise de motor. “Essa é a parte que mais me deixa entusiasmado. Normalmente, a gente cria aqui, mas a produção acaba indo para outro lugar. Eu não quero deixar que isso aconteça”, disse Cousseau.

Infraestrutura é fundamental

Para fomentar o desenvolvimento de tecnologias, Cosseau a infraestrutura é fundamental. “Para o Brasil avançar, a gente precisa investir mais em infraestrutura. O agronegócio, por exemplo, está explodindo, mas falta conexão de internet no campo. Deveria haver uma ampla rede, e com boa qualidade. Há máquinas altamente sofisticadas e até autônomas, mas não dá para utilizar todos os recursos porque não há internet”, apontou o executivo da Nissan.

Com informações da entrevista publicada no Jornal Estado de S.Paulo. 

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