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A Organização Internacional do Açúcar (OIA) estimou nesta quinta-feira um déficit maior do que o esperado anteriormente para o mercado global do adoçante na temporada 2020/21, de 4,8 milhões de toneladas.

Em sua projeção anterior, o órgão intergovernamental indicava um déficit de 3,5 milhões de toneladas na atual temporada.

A OIA, em atualização trimestral, estimou a produção global de açúcar em 2020/21 (outubro a setembro) em 169,0 milhões de toneladas, abaixo da previsão anterior de 171,1 milhões de toneladas.

A queda foi guiada, em parte, por um corte na estimativa para a produção na Europa Ocidental, que passou a ser vista em 15,2 milhões de toneladas, versus 16,5 milhões anteriormente. Juntos, doenças e secas prejudicaram as safras da região.

Também houve revisões para baixo na produção do Irã (1,3 milhão de toneladas, contra 1,85 milhão), Paquistão (5,5 milhões de toneladas, versus 6,0 milhões) e Tailândia (7,8 milhões de toneladas, ante 8,2 milhões).

O consumo global foi estimado em 173,8 milhões de toneladas, abaixo da projeção anterior de 174,6 milhões de toneladas, mas ainda 2,1% acima do registrado na temporada anterior.

“O ajuste ocorre tanto em reconhecimento à proibição de viagens imposta atualmente quanto em antecipação às oportunidades de férias que serão perdidas durante os próximos meses”, disse a OIA.

“Importantes destinos de férias, como Tailândia e México, verão um impacto no consumo de açúcar devido à falta de turistas”, acrescentou.

A OIA também reduziu o tamanho do superávit global de 2019/20 para 0,9 milhão de toneladas, ante estimativa anterior de 1,9 milhão de toneladas.

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