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Petróleo Brent sobe 4% após ameaças do Irã de atacar instalações de energia no Golfo

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Os preços do petróleo fecharam com alta de 4% nesta quarta-feira, 18, depois que os guardas revolucionários do Irã ameaçaram atacar várias instalações de energia em todo o Oriente Médio, em retaliação a um ataque ao campo de gás de Pars, aumentando o risco de mais interrupções no fornecimento de energia da região.

Os contratos futuros do Brent fecharam a US$ 107,38 o barril, com alta de quase US$ 4, ou 3,8%, tendo subido até US$ 109,95 no início da sessão. O Brent foi negociado acima de US$ 100 pelo segundo dia consecutivo, a primeira vez que isso aconteceu desde o início da guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro.

Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos fechou com alta de 0,1%, a US$ 96,32, reduzindo a maior parte de seus ganhos desde que atingiu a máxima da sessão de US$ 99,41. O WTI também atingiu seu maior desconto em relação ao Brent desde maio de 2019, devido a temores de um conflito prolongado.

O enorme campo de gás Pars, do Irã, foi atingido nesta quarta-feira, em uma grande escalada que levou Teerã a alertar seus vizinhos de que suas instalações de energia seriam alvo “nas próximas horas”.

Após esse aviso, a gigante estatal do petróleo do Catar, a QatarEnergy, disse que “danos extensos” foram causados à cidade industrial de Ras Laffan depois que ela foi alvo de ataques com mísseis.

“Os ataques ao campo de South Pars, no Irã, estavam elevando os preços do petróleo e do gás, e qualquer nova escalada de ataques à infraestrutura de energia continuaria a elevar os preços”, disse o analista da SEB, Ole Hvalbye.

A guerra interrompeu as remessas através da artéria petrolífera mais importante do mundo, o Estreito de Ormuz, que movimenta 20% do fornecimento global de petróleo e GNL. Estima-se que o total de cortes na produção de petróleo no Oriente Médio seja de 7 milhões a 10 milhões de barris por dia, ou seja, de 7% a 10% da demanda global.

Reuters| Siddharth Cavale
Com reportagem de Ahmad Gaddar, Seher Dareen, Sam Li e Siyi Liu

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