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Petróleo cai mais de 3% após EUA e Irã indicarem menor risco ao abastecimento

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Os preços do petróleo fecharam com queda de mais de 3% nesta segunda-feira, 22, à medida que as preocupações com a oferta diminuíram depois que o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que houve avanços nas negociações com o Irã e que o Estreito de Ormuz ⁠estava aberto.

O petróleo Brent fechou com queda de US$ 2,67, ou 3,31%, ⁠a US$ 77,90 o barril. No início do pregão, os preços haviam subido para US$ 82,30 devido às ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de ‌reiniciar a guerra contra o ‌Irã, e ao anúncio de Teerã de que havia fechado novamente o estreito.

Os futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA venceram nesta ‌segunda-feira e fecharam a US$ 74,82 o barril, uma queda de US$ 1,78, ou 2,32%. O contrato de agosto, mais ativo, recuou US$ 1,99 e encerrou a US$ 73,86 o barril.

Autoridades de alto escalão dos EUA e do Irã encerraram sua primeira rodada de negociações na Suíça nesta segunda-feira, segundo informaram os mediadores.

As discussões começaram no domingo, nos ‌termos de um memorando de entendimento firmado na semana passada para prorrogar um frágil cessar-fogo, em vigor desde abril, por pelo menos mais 60 dias.

Os Estados Unidos autorizaram as vendas de petróleo iraniano nesta ‌segunda-feira. A licença geral, anunciada pelo Departamento do Tesouro, permite a venda de petróleo e de produtos petroquímicos e petrolíferos ‌de origem iraniana até 21 ‌de agosto.

Enquanto isso, o Irã não negociou sobre seu programa nuclear e não aceitou ⁠nenhum novo compromisso nas negociações de domingo com os EUA na Suíça, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, à agência oficial de notícias IRNA.

Os estoques de petróleo na reserva de emergência do governo dos EUA caíram 9,05 milhões de barris na semana passada, a terceira maior redução já registrada. Essas reduções fazem parte de um acordo dos EUA para liberar 172 milhões de barris da reserva a fim de ajudar a reduzir os preços dos combustíveis.

Reuters | Georgina McCartney
Com reportagem de Anushree Mukherjee, Stephanie Kelly, Mohi Narayan e Florence Tan

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