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Petróleo em queda leva açúcar ao menor nível em dois meses, mas clima na Índia limita perdas

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Os preços do açúcar voltaram a recuar no mercado internacional nesta segunda-feira. O contrato do açúcar bruto com vencimento em julho, negociado em Nova York, fechou a 13,35 centavos de dólar por libra-peso, queda de 1,77%, enquanto o açúcar branco, negociado em Londres, encerrou o dia a US$ 439,40 por tonelada, com recuo de 0,09%. As cotações foram pressionadas principalmente pela desvalorização do petróleo, que reduz a competitividade do etanol e pode estimular uma maior produção de açúcar pelas usinas.

Segundo análise da Barchart, a queda de cerca de 2% nos preços do petróleo enfraqueceu o mercado de etanol, aumentando a expectativa de que parte da cana seja direcionada para a produção de açúcar. Esse movimento tende a elevar a oferta global da commodity e pressionar os preços.

Outro fator baixista foi a reabertura do Estreito de Ormuz, importante rota para o transporte global de petróleo. A normalização do fluxo marítimo pode reduzir custos de frete, seguros e combustíveis, diminuindo as despesas de importação do açúcar.

Apesar da pressão negativa, o mercado continua atento às condições climáticas na Índia. Dados do departamento meteorológico do país mostram que as chuvas de monção acumulavam déficit de 43% em relação à média histórica até 22 de junho. O cenário gera preocupações sobre a produção de cana e ajuda a limitar quedas mais acentuadas nas cotações.

Além disso, a confirmação de um evento El Niño no Oceano Pacífico segue no radar dos investidores. O fenômeno pode reduzir as chuvas em importantes regiões produtoras, como Brasil, Índia e Tailândia, aumentando as incertezas sobre a oferta global de açúcar.

No Brasil, a produção também permanece em foco. Dados da Unica mostram que a fabricação de açúcar no Centro-Sul acumulava 6,838 milhões de toneladas até maio, volume 2% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior. A entidade destaca que uma parcela maior da cana vem sendo destinada à produção de etanol.

Esse movimento levou a consultoria Czarnikow a revisar sua projeção para o balanço global de açúcar da safra 2026/27, passando de um superávit de 1,4 milhão de toneladas para um déficit de 100 mil toneladas, refletindo a expectativa de maior produção de etanol no Brasil.

Na terça-feira, porém, os preços ensaiaram recuperação. O açúcar bruto avançava para 13,87 centavos de dólar por libra-peso e o açúcar branco subia para US$ 446,90 por tonelada, apoiados pela continuidade das preocupações com o clima na Índia e pelos riscos associados ao El Niño.

Com informações da Barchart 

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