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Petróleo dispara e fecha acima dos US$ 100 pela primeira vez desde julho

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Os preços do petróleo fecharam acima dos US$ 100 por barril nesta quarta-feira, 9. O valor foi atingido pela primeira vez em seis semanas, à medida que a escalada dos confrontos entre as forças americanas e iranianas aprofundou as preocupações com o abastecimento da região e aumentou os temores de pressões inflacionárias e custos de energia mais altos para consumidores e empresas.

Os barris do Brent encerraram o pregão em US$ 101,21, uma valorização de 3,36% deste a abertura. Referência global para o petróleo, o Brent subiu 25% desde o início do mês passado, à medida que diminuem as esperanças de uma resolução permanente para o conflito entre os Estados Unidos e o Irã, que já dura seis meses.

A alta do mercado acelerou esta semana depois que ataques dos houthis, apoiados pelo Irã, incendiaram instalações petrolíferas sauditas, aumentando o risco de que as interrupções se espalhem por toda a região do Golfo.

A superação da marca de US$ 100 pelo preço do petróleo sinaliza crescentes preocupações de que o mercado global esteja cada vez mais vulnerável após meses de perdas de oferta devido a interrupções nas exportações de petróleo pelo Estreito de Ormuz e à redução dos estoques.

“Os investidores em petróleo estão expressando sua opinião sobre o impacto da mais recente escalada de tensões no Oriente Médio de forma inequívoca”, disse o analista Tamas Varga, da corretora de petróleo PVM.

“Eles estão votando com seus dólares, e esse voto indica fortemente que, a menos que o Estreito de Ormuz seja reaberto e o fluxo de petróleo seja retomado sem interrupções, a oferta não estará alinhada com a demanda em um futuro próximo”, complementa.

Embora os contratos futuros do Brent ainda não tenham atingido a marca de US$ 126 alcançada no início do conflito, um período prolongado acima de US$ 100 por barril pode ter impactos além dos mercados de energia, elevando os custos de transporte e produção, reacendendo os temores de inflação e mantendo as taxas de juros elevadas por mais tempo.

Reuters| Tony Munroe e Alex Lawler

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