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Petróleo e câmbio pressionam açúcar; mercado teme aumento da oferta global

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Queda do petróleo reduz competitividade do etanol, enquanto desvalorização do real favorece exportações brasileiras e amplia pressão sobre as cotações

Os preços do açúcar voltaram a recuar no mercado internacional, pressionados principalmente pela queda das cotações do petróleo e pela desvalorização do real frente ao dólar. Segundo análise da Barchart, o movimento aumenta a expectativa de uma maior destinação da cana para a produção de açúcar, ampliando a oferta global da commodity.

Em Nova York, o contrato julho do açúcar bruto foi negociado próximo de 16,1 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o açúcar branco em Londres ficou ao redor de US$ 464 por tonelada.

De acordo com a Barchart, a queda do petróleo reduz a atratividade econômica do etanol. Com margens potencialmente menores para os biocombustíveis, usinas tendem a direcionar uma parcela maior da moagem de cana para a fabricação de açúcar, elevando a disponibilidade do produto no mercado internacional.

Outro fator de pressão é o enfraquecimento do real frente ao dólar. A desvalorização da moeda brasileira favorece as exportações do maior produtor e exportador mundial de açúcar, aumentando a competitividade do produto brasileiro no mercado externo e ampliando a oferta global.

Além dos fatores macroeconômicos, o mercado segue monitorando as perspectivas de oferta dos principais produtores. A expectativa de uma safra robusta no Centro-Sul do Brasil e o bom desempenho das exportações de países como a Tailândia continuam limitando uma recuperação mais consistente dos preços.

Apesar da pressão recente, o comportamento do petróleo permanece como um dos principais direcionadores do mercado. Movimentos de alta da commodity energética costumam favorecer o etanol e dar suporte às cotações do açúcar, enquanto quedas do petróleo tendem a produzir o efeito contrário.

Para analistas, o mercado continua sensível às oscilações do setor de energia e do câmbio, em um momento em que investidores avaliam o equilíbrio entre a produção de açúcar e etanol nos principais países produtores.

Com informações da Barchart

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