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Petróleo fecha em alta apesar da decisão da Opep+ de aumentar produção

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Os preços do petróleo fecharam em alta moderada nesta segunda-feira, 8, sem terem sido muito afetados pelo anúncio de um novo aumento das cotas de produção da Opep+, que já tinha sido antecipada nos últimos dias.

O preço do barril de Brent do Mar do Norte para entrega em novembro subiu 0,79%, a US$ 66,02. Já seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate (WTI), com entrega em outubro, fechou em alta de 0,63%, a US$ 62,26.

“Na semana passada, o mercado esperava que a Opep+ aumentasse a oferta”, disse o presidente da Lipow Oil Associates, Andy Lipow, à AFP. Consequentemente, os preços perderam cerca de 3,5% em poucos dias.

No domingo, Arábia Saudita, Rússia e outros seis membros da Organização de Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (Opep+) decidiram aumentar sua produção petrolífera em 137 mil barris diários em outubro.

“O aumento real será inferior a isto, pois observamos que vários países que viram sua cota aumentar (nas últimas altas) não incrementaram tanto a sua produção”, ressalta Lipow. O analista estima que a quantidade que realmente chegará ao mercado com esta nova decisão “será inferior a 100 mil barris diários”.

Alguns membros da Opep+ têm uma capacidade de produção limitada e a Rússia poderia ter mais dificuldades para exportar seus barris devido a pressões americanas e europeias. Além disso, alguns países que superaram suas cotas no passado devem compensar estes aumentos produzindo menos nos próximos meses.

A Opep+ enfrenta a concorrência dos Estados Unidos, cujo presidente Donald Trump prometeu “perfurar sem trégua” para extrair mais petróleo, mas também de outros países que estão aumentando sua produção, com o Canadá, a Guiana e o Brasil.

Entre outros aspectos geopolíticos a considerar, Lipow destaca que a chegada ao mercado de barris adicionais do cartel “poderia permitir à administração Trump exercer uma pressão adicional para impor ou aplicar mais estritamente as sanções contra o Irã”.

*Agence France-Presse

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