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Petróleo fecha em leve alta diante de situações no Irã e Venezuela

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Os preços do petróleo fecharam em leve alta nesta segunda-feira, 12, com os operadores atentos aos riscos de perturbações na produção no Irã e na Venezuela, onde o presidente americano, Donald Trump, quer explorar o petróleo.

O barril de Brent do Mar do Norte para entrega em março avançou 0,84%, a US$ 63,87. Seu equivalente americano, o West Texas Intermediate (WTI) para entrega em fevereiro subiu 0,64%, a US$ 59,50 por barril.

Há vários dias, o mercado aplica um prêmio de risco diante da situação geopolítica no Irã, onde Trump ameaça intervir militarmente caso a repressão contra os protestos antigoverno continue. Uma ONG menciona mais de 600 mortos.

Teerã é um importante produtor de petróleo, com cerca de 3,2 milhões de barris diários, segundo os últimos dados publicados pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

“O maior sindicato do setor [petrolífero iraniano], com sede em Kangan, iniciou uma greve de seus trabalhadores em duas refinarias”, relatam especialistas do DNB.

No entanto, os preços não disparam porque “o mercado de petróleo atribui um risco muito baixo ao cenário” de que uma intervenção americana perturbe a circulação de navios pelo Estreito de Ormuz, diz o analista Bjarne Schieldrop, do Seb.

Em paralelo, o mercado continua a se perguntar sobre o futuro da exploração de petróleo na Venezuela. Depois de mais de uma semana da captura do presidente deposto Nicolás Maduro, Trump disse no domingo que seu governo está trabalhando “muito bem” com Caracas.

O presidente dos Estados Unidos também conclamou altos executivos do setor petrolífero a investir para relançar a produção de hidrocarbonetos na Venezuela, que sofre uma falta crônica de investimentos.

O CEO da ExxonMobil, Darren Woods, mostrou-se cauteloso e afirmou que era impossível se estabelecer na Venezuela sem reformas profundas. O comentário lhe rendeu reprimendas de Trump, que advertiu que avalia “afastar” essa petroleira de seus planos.

O republicano assegura que os grupos petrolíferos estão prontos para investir “ao menos US$ 100 bilhões” (R$ 536,44 bilhões) na Venezuela.

Agence France-Presse
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