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Petróleo sobe 3% e fecha na máxima em seis semanas com tensões no Oriente Médio

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Os preços do petróleo fecharam nesta quarta-feira, 22, em seu nível mais alto desde 11 de junho devido às crescentes preocupações com a oferta, à medida que as hostilidades continuavam a se intensificar entre os Estados Unidos e o Irã.

As ameaças à navegação por parte da milícia houthi, apoiada pelo ⁠Irã, no Iêmen, impulsionaram ainda mais os preços.

Os contratos futuros do ⁠petróleo Brent fecharam com alta de US$ 3,06, ou 3,36%, a US$ 94,07 o barril, o maior valor em pouco menos de seis semanas, após atingirem uma máxima de ‌US$ 95,47 durante o pregão.

Já o petróleo ‌West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos subiu US$ 2,49, ou 2,95%, para US$ 86,83 o barril.

O spread temporal de três meses do petróleo Brent, por sua vez, ampliou-se para ‌US$ 9,26 por barril, o maior nível desde 22 de maio, aprofundando o fenômeno de “backwardation” devido aos crescentes riscos de oferta.

O “backwardation” ocorre quando o petróleo com entrega imediata é negociado a um preço superior ao dos barris com entrega em datas posteriores, o que normalmente sinaliza uma oferta mais restrita no curto prazo.

As Forças Armadas dos EUA informaram ter realizado ‌a 11ª noite consecutiva de ataques contra o Irã. Os ataques dos EUA ocorreram pouco depois de o exército do Kuweit ter informado que suas defesas aéreas estavam interceptando drones iranianos.

O presidente Donald Trump afirmou nesta ‌quarta-feira que os EUA “bombardeariam e destruiriam uma ponte ou usina de energia” sempre que Teerã atacasse um navio no Estreito de Ormuz.

O ‌porta-voz da Guarda Revolucionária do ‌Irã alertou as empresas de navegação de que a rota sul do Estreito de Ormuz ⁠está minada, em uma postagem no X.

Além do conflito renovado pelo controle desta importante via navegável, os houthis, alinhados ao Irã, abriram uma nova frente na guerra ao ameaçar atacar navios que transportam petróleo saudita no Estreito de Bab el-Mandeb e anunciaram um bloqueio naval à Arábia Saudita.

Navios com vínculos com Israel, os Estados Unidos ou a Arábia Saudita correm maior risco de serem atacados pela milícia houthi do Iêmen e são aconselhados a evitar viagens pelo Mar Vermelho e pelo Golfo de Áden, informou nesta quarta-feira a força naval ⁠da União Europeia, Aspides.

Reuters| Georgina McCartney
Com reportagem de Anushree Mukherjee, Ahmad Ghaddar e Jeslyn Lerh

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