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Preço do petróleo cai quase 3% antes de negociações entre EUA e Irã

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Os preços do petróleo tiveram queda de quase 3% nesta quinta-feira, 5, em um pregão volátil, depois que os Estados Unidos e o Irã concordaram em realizar negociações em Omã na sexta-feira, aliviando as preocupações com o abastecimento de petróleo iraniano.

Os futuros do petróleo Brent fecharam em baixa de US$ 1,91, ou 2,75%, a US$ 67,55 por barril. O petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA recuou US$ 1,85, ou 2,84%, a US$ 63,29 por barril.

“Ainda há ceticismo quanto à possibilidade de se chegar a um acordo razoável com o Irã, então, embora o mercado esteja dando o benefício da dúvida às negociações, ainda não sabemos qual será o resultado delas”, disse o analista sênior do Price Futures Group, Phil Flynn.

As discussões ocorrem enquanto os EUA reforçam suas forças no Oriente Médio e os atores regionais buscam evitar um confronto militar que muitos temem que possa se transformar em uma guerra mais ampla.

“As diferentes expectativas em torno do escopo e dos objetivos das negociações estão mantendo a incerteza, injetando volatilidade nos preços do petróleo, à medida que os operadores reavaliam a probabilidade de uma escalada versus a diplomacia”, afirmaram analistas da Aegis Hedging em uma nota.

Cerca de um quinto do consumo total de petróleo do mundo passa pelo Estreito de Ormuz, entre Omã e o Irã. Outros membros da Opep – Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuweit e Iraque – exportam a maior parte de seu petróleo através do estreito, assim como o Irã.

A volatilidade levou os investidores a se apressarem em fixar os preços do petróleo este ano, negociando um número recorde de contratos WTI Midland em Houston em janeiro, em meio a preocupações com os riscos de abastecimento no Oriente Médio e mais barris venezuelanos indo para a costa do Golfo dos Estados Unidos.

A força do dólar norte-americano e a volatilidade dos metais preciosos também pesaram sobre as commodities e o sentimento de risco de forma mais ampla nesta quinta-feira, disseram analistas.

Reuters| Seher Dareen e Georgina McCartney
Com reportagem de Enes Tunagur, Katya Golubkova e Siyi Liu

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