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Preços do açúcar caem devido à perspectiva de oferta abundante

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Os preços do açúcar encerraram a quarta-feira (15) em queda, embora ainda permaneçam acima dos mínimos registrados no pregão anterior. O contrato de açúcar bruto com vencimento em março de 2026 recuou 0,19 centavo de dólar, ou 1,2%, para 15,69 centavos de dólar por libra-peso, em Nova York. Já o contrato mais ativo de açúcar branco, negociado em Londres, caiu 2,4%, fechando a US$ 440,10 por tonelada.

Na terça-feira, o mercado já havia mostrado fraqueza: o açúcar bruto em NY atingiu a mínima de três semanas, enquanto o açúcar branco em Londres recuou para o menor patamar em quatro anos e três meses. O movimento reflete as expectativas de uma oferta global robusta, que mantém pressão sobre as cotações.

As projeções de excedente reforçam esse cenário. Na segunda-feira, o BMI Group estimou um superávit global de 10,5 milhões de toneladas (MMT) para 2025/26. Já na terça, a Covrig Analytics projetou excedente menor, de 4,1 MMT, para o mesmo ciclo.

Brasil amplia produção de açúcar no curto prazo

Nos últimos sete meses, os preços do açúcar têm sido pressionados, em grande parte devido ao avanço da produção no Brasil. Em setembro, o contrato SBV25 chegou a registrar a mínima em 4,5 anos. Dados da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) divulgados em 2 de outubro mostraram que a produção do Centro-Sul, na primeira quinzena de setembro, avançou 15,7% em relação ao ano anterior, totalizando 3,622 milhões de toneladas.

A alocação de cana para açúcar também subiu: na segunda quinzena de agosto, 53,49% da matéria-prima foi destinada à produção do adoçante, contra 47,74% no mesmo período do ano passado. Ainda assim, a produção acumulada do Centro-Sul na safra 2025/26, até meados de setembro, apresenta ligeira queda de 0,1% em comparação com a temporada anterior, somando 30,388 milhões de toneladas.

Índia deve voltar a exportar mais açúcar

No cenário internacional, a Índia aparece como fator adicional de pressão. As abundantes chuvas de monções indicam que o país poderá aumentar sua oferta e exportações. Em 30 de setembro, o Departamento Meteorológico da Índia informou que a precipitação acumulada atingiu 937,2 mm, 8% acima da média histórica, sendo a monção mais forte em cinco anos.

Com esse cenário climático favorável, a Federação Nacional de Fábricas Cooperativas de Açúcar projetou, em 2 de junho, que a produção indiana deve crescer 19% na safra 2025/26, chegando a 34,9 MMT, impulsionada pelo aumento da área cultivada com cana. Esse resultado viria após uma forte retração em 2024/25, quando a produção caiu 17,5%, para 26,2 MMT — o menor volume em cinco anos, segundo a Associação Indiana de Usinas de Açúcar (ISMA).

Com informações da Barchart

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