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Os contratos futuros do açúcar fecharam mistos na ICE de Nova York na segunda-feira (03). Os três primeiros lotes fecharam em baixa, enquanto as demais telas, de longo prazo, iniciaram a semana valorizados. O mercado futuro do açúcar branco, de Londres, não funcionou nesta segunda devido a um feriado bancário.

O contrato julho/21 do açúcar bruto teve queda de 25 pontos, ou 1,5%, negociado em 16,73 centavos de dólar por libra-peso. Já a tela outubro/21 caiu 18 pontos, enquanto março/22 desvalorizou 9 pontos, com negócios em 16,68 e 16,72 cts/lb, respectivamente. As demais telas caíram entre 2 e 12 pontos.

Segundo a ICE, a entrega física do açúcar frente ao vencimento do contrato maio alcançou 11.351 lotes, ou 516.660 toneladas, com os principais portos de entrega sendo Santos e Paranaguá.

Segundo analistas ouvidos pela Agência Reuters, a corretora Marex Spectron vê um piso sólido em 16 centavos para o açúcar, um nível em que exportadores indianos iriam parar e brasileiros iriam considerar fazer menos açúcar. Ela vê um “frágil” teto em 18 centavos, com o mercado limitado a ofertar mais açúcar.

“Duas consultorias, a StoneX e a JOB, liberaram novas estimativas na segunda-feira, vendo uma menor queda na safra de cana do Brasil, mas projetando uma redução não tão ampla na produção de açúcar”, destacou a Reuters.

Açúcar no Brasil 

No mercado doméstico o açúcar cristal iniciou a semana em alta pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP. Ontem, a saca de 50 quilos foi negociada em R$ 113,50, contra R$ 112,88 da última sexta-feira, valorização de 0,55% no comparativo entre as datas.

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