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Preços do açúcar recuam 1,95% devido às perspectivas de oferta e à fraqueza do real

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Os preços do açúcar registraram perdas moderadas na terça-feira, com o açúcar de NY caindo para o menor nível em 15 meses e o açúcar de Londres caindo para o menor nível em 13 meses. O contrato de maio do açúcar em NY, chegou a US$ 19,21 centavos de dólar por libra peso, queda de US$ 0,39, o que corresponde a 1,95%. Já o contrato de agosto do açúcar  na ICE caiu US$10,20 centavos de dólar por libra peso, em 1,76%, fechando a US$ 557,10.

A melhoria das perspectivas de oferta está afetando os preços do açúcar. Na sexta-feira passada, a Unica (União da Indústria da Cana-de-açúcar), informou que a produção de açúcar do Centro-Sul do Brasil na segunda quinzena de março foi de 183 mil toneladas, um aumento de 9% em relação ao ano passado.

Além disso, a produção brasileira de açúcar até o momento, na campanha de comercialização de 2023-24 até março, aumentou 25,7%, para 42.425 milhões de t. As usinas de açúcar do Brasil aumentaram a moagem de cana para obter mais açúcar e menos etanol. As usinas moeram 48,87% do total de cana para produção de açúcar neste ano, ante 45,86% no ano passado.

A fraqueza do real brasileiro também está prejudicando os preços do açúcar, já que o real caiu na terça-feira para o menor nível em 1 ano em relação ao dólar. O real mais fraco incentiva as vendas para exportação pelos produtores de açúcar do Brasil. Também pesa sobre os preços a perspectiva de monções acima da média na Índia este ano, o que poderá impulsionar a produção de açúcar da Índia. O Departamento Meteorológico da Índia espera que o período de monções de 2024 (junho-setembro) seja 106% de uma média de longo prazo de 87 centímetros.

Outro fator de baixa para o açúcar foi o relatório de 3 de abril do Escritório do Conselho de Cana e Açúcar da Tailândia, que mostrou que a produção de açúcar da Tailândia em 2023/24 de dezembro a março foi de 8,75 MMT, acima da estimativa de fevereiro da Thai Sugar Millers Corp para uma produção de açúcar de 7,5. MMT.

No entanto, a restrição das exportações de açúcar por parte da Índia e o desvio de mais açúcar para produção de etanol – cerca de 800 mil toneladas adicionais – podem impactar positivamente os preços do adoçante.

Com informações da Barchart
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