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Preços do açúcar recuam com perspectiva de superávits globais e aumento da produção

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Cenário de maior oferta mundial, projeções de excedentes e avanço da produção no Brasil e na Índia pressionam as cotações em Nova York e Londres

Os preços do açúcar aprofundaram as perdas ao longo da semana e registraram nova queda nesta quinta-feira, refletindo um cenário de maior oferta global. O açúcar negociado em Nova York atingiu o menor nível em uma semana e meia, enquanto o contrato em Londres recuou para a mínima em dois meses e meio, pressionado pelas projeções de superávits globais e pelo avanço da produção mundial.

De acordo com a Green Pool Commodity Specialists, a expectativa é de um superávit global de açúcar de 2,74 milhões de toneladas na safra 2025/26. Para a safra seguinte, 2026/27, a consultoria projeta um excedente adicional de 156 mil toneladas, reforçando a leitura de um mercado abastecido no curto e médio prazo.

No Brasil, dados divulgados pela Unica indicam que a produção acumulada de açúcar do Centro-Sul na safra 2025/26, até dezembro, somou 40,222 milhões de toneladas, crescimento de 0,9% em relação ao mesmo período do ciclo anterior. O levantamento também aponta aumento do mix açucareiro, com a proporção de cana destinada à produção de açúcar avançando para 50,82%, ante 48,16% registrados na safra 2024/25.

Na Índia, a India Sugar Mill Association informou que a produção de açúcar da safra 2025/26, no período entre 1º de outubro e 15 de janeiro, alcançou 15,9 milhões de toneladas, alta de 22% na comparação anual. Em novembro, a entidade revisou para cima sua estimativa de produção total do país na safra, elevando a projeção de 30 milhões para 31 milhões de toneladas, crescimento de 18,8% em relação ao ciclo anterior.

A ISMA também revisou para baixo a quantidade de açúcar destinada à produção de etanol na Índia, reduzindo a estimativa de 5 milhões para 3,4 milhões de toneladas. A mudança abre espaço para um maior volume disponível para exportação, fator que tem pesado sobre os preços internacionais. A Índia ocupa atualmente a posição de segundo maior produtor mundial de açúcar.

As cotações também refletem a expectativa de aumento das exportações indianas. Segundo declarações do secretário de Alimentos do país, o governo pode autorizar volumes adicionais de exportação como forma de reduzir o excesso de oferta no mercado interno. Em novembro, o Ministério da Alimentação da Índia já havia anunciado a liberação de 1,5 milhão de toneladas para exportação na safra 2025/26.

O país adotou um sistema de cotas para exportações de açúcar na safra 2022/23, após chuvas tardias afetarem a produção e restringirem a oferta doméstica, medida que agora volta ao centro das atenções diante do novo cenário de excedentes.

Com informações da Barchart

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