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Uma operação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) distribuiu 274 multas em caminhões que transportavam cana-de-açúcar nas estradas de Pernambuco. De acordo com o órgão, no total, foram sete dias de blitz e 73 veículos parados, sendo 40 apreendidos.

As paradas, realizadas na última semana, foram motivo de discórdia e consideradas abusivas por parte do setor canavieiro do estado, gerando queixas tanto nas redes sociais da PRF quanto na ouvidoria do órgão.

Em nota, Alexandre Andrade Lima, presidente da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP), disse que o setor canavieiro de PE parabeniza o papel da PRF em busca de segurança nas estradas do Estado, mas questiona a postura adotada pelos agentes durante uma operação.

De acordo com a entidade, no total, foram sete dias de blitz e 73 veículos parados, sendo 40 apreendidos. (Foto: reprodução/ PRF)

De acordo com ele, para o setor canavieiro, que contrata os caminhões para levarem a cana dos engenhos para as usinas, houve intransigência na fiscalização e punições abusivas.

“Os caminhões devem andar dentro da legalidade, mas, infelizmente, percebo que nesta operação, a PRF exagerou na aplicação dessas multas e apreensões de documentos e veículos, sobretudo sob a alegação de haver volume excessivo de cana”, ressaltou Alexandre Lima.

Para finalizar, o dirigente ainda opina que “atitudes assim, além do prejuízo para o dono do caminhão, penaliza milhares de famílias de trabalhadores que dependem desse serviço com duração de quatro a seis meses por ano, período de funcionamento das usinas na região”.

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