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Produção de açúcar do Norte e Nordeste está 4,5% maior na safra 2020/21, diz NovaBio

Após duas temporadas consecutivas de superávit mundial de açúcar, a safra 2019/20 pode registrar déficit.
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As usinas sucroalcooleiras do Nordeste e Norte do país já produziram 2,386 milhões de toneladas de açúcar nesta safra 2020/21, um aumento de 4,5% em relação à mesma época da temporada passada, de acordo com informações da Associação dos Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio), a partir de dados do Ministério da Agricultura.

A expectativa da associação é de que a produção desta safra alcance 3,6 milhões de toneladas, segundo Renato Cunha, presidente da associação. Desse volume, 63% deve ser exportado, calcula.

O aumento da produção é direcionado sobretudo ao mercado externo. Os embarques de açúcar VHP a partir dos portos de Recife e Maceió já cresceram 44% no acumulado desta safra, com sete navios saindo para Estados Unidos, França e Reino Unido, atendendo as cotas que cabem às usinas do Nordeste, segundo o dirigente.

Esse crescimento da fabricação do adoçante é resultado da preferência das usinas pela commodity, que aproveitam as altas cotações internacionais. O início da safra no Nordeste é contado a partir de setembro, e no Norte, a partir de maio. Operam hoje nas duas regiões 53 usinas, a maioria em Alagoas e Pernambuco.

Desde o início da safra, já foram moídas nas duas regiões 43,158 milhões de toneladas de cana, 1,4% a menos do que no mesmo período da safra passada. A expectativa da NovaBio é de que, até o fim da safra, o volume fique em linha com a da temporada anterior, entre 52 milhões e 54 milhões de toneladas. A área plantada com cana nas duas regiões é de 890 mil hectares.

O teor de sacarose na cana também está ligeiramente menor do que a safra passada, em 133,29 quilos por tonelada de cana moída – redução de 0,9%.

Do total de cana processada até agora, 43,44% foi destinado à produção de açúcar, contra 40,63% um ano antes. Como resultado, a produção total de etanol está menor: até o momento, foram destilados 1,831 bilhão de litros de biocombustível, redução de 7,1%.

Dentre os tipos de etanol, as usinas estão priorizando a produção do anidro (que é misturado à gasolina). Por isso, o volume de etanol anidro produzido até agora inclusive já ultrapassou a quantidade do mesmo período da safra passada em 5,1%, alcançando 862,2 milhões de litros. Já a produção de etanol hidratado está 15,8% menor, em 969,1 milhões de litros.

Até 15 de janeiro, as usinas tinham em estoque 234,1 milhões de litros de etanol anidro, aumento de 76,4% na comparação com um ano atrás, e 150,9 milhões de litros de etanol hidratado, uma redução de 25,7%.

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Episódio 23: O etanol de milho pode mudar o futuro das usinas brasileiras?

Episódio 22: Como as tecnologias e a IA impactam as operações agrícolas?

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