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O governo dos EUA deve divulgar nos próximos dias a quantidade de biocombustíveis que os refinadores de petróleo deverão adicionar aos combustíveis fósseis neste e no próximo ano.

A administração do presidente Joe Biden atrasou as decisões sobre as obrigações de mistura de 2021 em mais de um ano e perdeu um prazo para finalizar as obrigações de 2022.

De acordo com informações divulgadas pela Reuters, os atrasos ocorreram por conta da pandemia de COVID-19, que atingiu a demanda por combustíveis, fazendo com que os legisladores democratas se concentrassem em outras questões.

A EPA (Agência de Proteção Ambiental) disse para esperar volumes retroativamente menores para 2020 e 2021 e uma restauração dos volumes em 2022.

As indústrias de petróleo e biocombustíveis norte-americanas pediram que a EPA anuncie as metas de mistura, dizendo que atrasos criaram incerteza para o mercado.

Depois da notícia sobre a mistura, os preços dos créditos de combustível renovável (D6), conhecidos como RINs, caíram mais de 7% para US$ 1,00 cada, de US$ 1,08 cada. Os refinadores de petróleo e a indústria de biocombustíveis norte-americanos têm lutado contra essas exigências há anos.

Os refinadores dizem que as regras são muito caras, enquanto os produtores de etanol e produtores de milho gostam das regras, pois ajudaram a criar um mercado para seus produtos.

Segundo a Reuters, o governo estava considerando grandes cortes nas exigências de mistura, um movimento que irritaria a indústria de biocombustíveis. A EPA reduziria os mandatos de mistura para 2020 e 2021 para cerca de 17,1 bilhões de galões e 18,6 bilhões de galões, respectivamente, em comparação com os 20,1 bilhões de galões finalizados para 2020 antes da pandemia.

A EPA também definiria o nível para 2022 em cerca de 20,8 bilhões de galões, informou a Reuters.

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