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O balanço da oferta mundial de açúcar deve se deteriorar na safra 2021/22, que começou em outubro, devido ao maior uso da cana-de-açúcar para a produção de etanol na Índia e à menor produção no Brasil.

De acordo com a consultoria StoneX, a temporada verá a demanda ultrapassando a produção pelo terceiro ano consecutivo, projetando um déficit de abastecimento de 1,8 milhão de toneladas, o que significa 1 milhão de toneladas a mais do que o estimado em outubro.

A produção global foi estimada em 186,6 milhões de toneladas, enquanto a demanda foi projetada em 188,4 milhões. De acordo com analista, a demanda melhorou recentemente com a queda nos preços do frete marítimo, além do aumento nas compras de países asiáticos e de centros de refino.

A Índia deve produzir uma quantidade recorde de cana-de-açúcar após o clima favorável, mas o programa de mistura de etanol do país retirará do mercado o equivalente a 3 milhões de toneladas de açúcar, resultando em uma produção de açúcar basicamente igual à de safra anterior, ou cerca de 31 milhões de toneladas.

A produção na região Centro-sul do Brasil é de 31,3 milhões de toneladas, 12% a menos que no ano anterior. Segundo a StoneX, a safra 2022/23 de cana brasileira, que começa em abril, terá uma melhora de 6% no volume total de cana-de-açúcar, subindo para 565,3 milhões de toneladas.

A produção de açúcar na União Europeia mais a área do Reino Unido está projetada para aumentar quase 12% em 2021/22 (outubro-setembro) para 17,2 milhões de toneladas a produção do adoçante, já que um verão mais úmido na Europa aumentou a produtividade da beterraba.

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