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Quatro dos maiores processadores de cana brasileiros têm ociosidade; confira

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Por Natália Cherubin

Dados referentes à moagem de cana-de-açúcar da safra passada, 2019/2020, mostram que, mesmo antes da pandemia do Coronavírus (Covid-19), os quatro grupos com maior processamento anual de cana do Brasil já estavam, na média, com aproximadamente 20% de sua capacidade ociosa.

Um levantamento realizado pela RPA Consultoria, mostra que o grupo com o maior índice de ociosidade industrial é a ATVOS, atualmente em RJ (Recuperação Judicial). Com oito unidades operando e uma parada, é o terceiro grupo no ranking de moagem, com 26,9 milhões de t, mas com uma capacidade declarada para moer 37 milhões de t, acumulando uma ociosidade de 27,3%.

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A Biosev, com oito unidades em operação e duas paradas, fechou a safra 2019/20 com 25,9 milhões de t de cana processadas. Com uma capacidade instalada para moer 33,4 milhões de t, hoje tem 22,5% de sua indústria ociosa.

O maior grupo do país, a Raízen, que tem 24 unidades em operação e duas paradas, apresentou uma ociosidade de 17,8%. Apesar de primeira no ranking de moagem, com 60 milhões de t de cana na safra 2019/20, tem capacidade declarada de 73 milhões de t.

O grupo com menor ociosidade é justamente aquele fruto da mais recente fusão e que não tem nenhuma unidade fora de operação: BP Bunge. Com 11 unidades em operação, processou cerca 28,1 t de cana na safra 2019/20, mas tem a capacidade de moagem de 32 milhões de t, o que a faz ter uma ociosidade de 12,2%.

Se o ranking for avaliado pela capacidade industrial declarada, daí a BP Bunge perderia duas posições, caindo para o 4º lugar. Segundo fontes do mercado, dificilmente estas posições irão se alterar na safra 2020/21.

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