Home Bioenergia Raízen e RWE estudam uso de pellets de bagaço para geração de energia na Europa
BioenergiaMercadoNegócios

Raízen e RWE estudam uso de pellets de bagaço para geração de energia na Europa

Compartilhar

A Raízen fechou uma parceira com a alemã RWE, uma das maiores geradoras de energia elétrica da Europa, para o desenvolvimento de projetos termoelétricos abastecidos com pellets de bagaço da cana-de-açúcar, que podem substituir o carvão na geração termoelétrica.

Os testes deste novo produto estão sendo realizados em Geertruidenberg, na Holanda, na usina Amer da RWE. O objetivo é comprovar a viabilidade da utilização em larga escala dos pellets de bagaço em usinas a carvão convertidas para biomassa, afirmou a Raízen, na última sesta sexta (30).

“Estamos focados em explorar o potencial do biomassa como matéria-prima sustentável através da criação de novos produtos e da adoção de novas tecnologias nos nossos negócios”, afirma Raphaella Gomes, diretora de Transição Energética e Investimentos Renováveis da Raízen. A empresa é uma sociedade entre a Cosan e a Raízen.

O Brasil é um dos maiores produtores de cana-de-açúcar do mundo, com 590,36 milhões de toneladas processadas na safra 2019-2020. A biomassa representa aproximadamente 8% da matriz energética nacional.

Nos Países Baixos, estima-se que haverá escassez de geração de energia renovável e despachável nos próximos anos. No projeto, serão avaliados aspectos técnicos como logística, armazenamento, incineração e as emissões dos pellets de bagaço. A iniciativa conta com o apoio da Solidariedad, organização especializada no desenvolvimento de cadeias de produção sustentáveis.

O mercado internacional é uma aposta da Raízen para exportação de pellets. Em dezembro do ano passado, o então CEO da Raízen, Luis Henrique Guimarães, afirmou à epbr que a empresa via um interesse crescente em mercados europeus e asiáticos por soluções para substituição do carvão.

“[A aposta] É saber como você transporta a biomassa, que é um produto caro para transportar por conta da sua complexidade, em um produto mais otimizável. O que a gente está fazendo é a transformação do bagaço e da palha em pellets para transportar para mercados mais distantes”, afirmou. Atualmente, o executivo preside a Cosan.

De lá para cá, a companhia já exportou 40 mil toneladas de pellets de bagaço em 2020, de uma capacidade de produção de 100 mil toneladas anuais. Ao todo, a companhia tem 26 unidades de produção de açúcar, etanol e bioenergia.

Compartilhar

Episódio 32: Manutenção de mancais: como evitar falhas e paradas durante a safra?

Episódio 31: Como aumentar a confiabilidade dos acionamentos mecânicos nas usinas?

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
AçúcarMercadoÚltimas Notícias

Preço do açúcar bruto recua na ICE após atingir máxima de 16 meses

Os futuros do açúcar bruto negociados na ICE recuaram em relação às...

Últimas NotíciasAçúcarMercado

Açúcar sobe nas bolsas com disparada do petróleo e projeções de déficit global

Os preços do açúcar fecharam em alta nas bolsas internacionais nesta quinta-feira,...

Últimas NotíciasMercado

Etanol segue em alta em São Paulo com chuvas e demanda aquecida

Preços tiveram em agosto a primeira alta mensal da safra 2026/27; volume...

açucar
Últimas NotíciasMercado

Açúcar sobe mais de 3% com projeção de déficit global pela ISO

Organização estima déficit de 200 mil toneladas em 2026/27, após superávit previsto...