Os credores da Raízen não gostaram da proposta da companhia de converter 45% da dívida em ações, algo em torno de R$ 29 bilhões, segundo o Valor Econômico.
De acordo com as fontes consultadas, alguns dos credores da companhia chegaram a enviar uma carta aos acionistas, Cosan e Shell, pedindo um reequilíbrio da proposta para reestruturação.
Uma reunião entre Raízen e credores está marcada para quarta-feira, 8, em Nova York, de acordo com apuração realizada pela reportagem.
A Raízen teve o pedido de recuperação extrajudicial aceito pela Justiça no dia 12 de março, em um processo que envolve cerca de R$ 65 bilhões em dívidas e já é considerado o maior do tipo no Brasil.
A deterioração financeira da companhia está relacionada ao aumento do endividamento após uma sequência de aquisições e investimentos em novos projetos de energia que não entregaram o retorno esperado, além do impacto do patamar elevado dos juros sobre as despesas financeiras.
Em decorrência da aceitação do processo, a B3 excluiu as ações da Raízen do Ibovespa e de diversos outros índices, conforme as regras em vigor. Os papéis acumulam queda em 2026 e vinham sendo negociados abaixo de R$ 1 há vários pregões.
Venda da geração distribuída
Ainda nesta segunda-feira, 6, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a venda de um ativo de geração distribuída da Raízen para o grupo Gera Energia.
A operação envolve a aquisição, pela Bio Gera Energia Locações de Máquinas e Equipamentos Industriais, de 100% da Bio Polaris Energia Locações de Máquinas e Equipamentos Industriais II, empresa controlada indiretamente pela Raízen e que atua no segmento de geração distribuída a biogás.
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