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O governo do Reino Unido anunciou a criação de uma cota de 260 mil toneladas de açúcar de cana-de-açúcar bruto com tarifa zero, que entra em vigor em a partir de 1º de janeiro, com a duração de 12 meses. A medida, que amplia o acesso ao mercado que era suprido majoritariamente por produto da União Europeia, foi precedida de uma consulta pública da qual o setor produtivo nacional participou, com o apoio do governo brasileiro.

Em sua contribuição à consulta pública, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) reforçou a importância da criação da quota autônoma para aumentar a concorrência no mercado, beneficiando os consumidores e dando competitividade à indústria britânica.

“A partir de janeiro, a indústria e os consumidores terão acesso a um açúcar produzido com o mais alto respeito ao meio ambiente e à proteção social. Em um momento em que todos os países buscam parceiros para garantir cadeiras produtivas que tenham sustentabilidade, o Brasil é um fornecedor privilegiado”, avalia Eduardo Leão de Sousa, diretor executivo da UNICA.

A tarifa aplicada ao açúcar importado até o momento é a mesma da União Europeia, de 339 euros por tonelada. Com isso, em 2019, o Brasil exportou 79 mil toneladas para o Reino Unido, e em 2020, de janeiro a outubro, 186 mil toneladas.

“Em 2020, nossos embarques para o Reino Unido foram ampliados devido a um conjunto de fatores favoráveis, como câmbio e safras menores em outros países produtores. No entanto, podemos observar que os volumes são menores do que a cota anunciada” analisa Sousa. “Vale ressaltar que o volume de 260 mil toneladas isento de tarifa será preenchido trimestralmente por qualquer país, respeitando a ordem de chegada”, complementa.

Com a saída do Reino Unido da União Europeia, o país possui independência para aplicar as suas próprias tarifas e passará a cobrar 280 libras por tonelada de açúcar extracota.

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