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Safra do Nordeste deve recuar em 2025/26, com queda em moagem, produtividade e ATR

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Estimativa de safra aponta moagem de 43,7 milhões de toneladas, abaixo do ciclo anterior e da média histórica, com impacto sobre açúcar e etanol

A safra 2025/26 de cana-de-açúcar no Nordeste deve encerrar com desempenho inferior ao do ciclo anterior, ainda que o volume projetado permaneça próximo da média histórica da região. Segundo o Pecege, a moagem estimada para o Nordeste é de 43,7 milhões de toneladas, abaixo das 44,5 milhões de toneladas da média das últimas 11 safras e inferior às 44,5 milhões de toneladas processadas em 2024/25, o que representa uma retração de 1,82% no comparativo anual.

De acordo com a consultoria, a redução ocorre mesmo com a área colhida praticamente estável, estimada em 745 mil hectares, indicando que o principal fator de pressão sobre a safra está associado ao desempenho agrícola e à qualidade da matéria-prima.

Os indicadores técnicos apresentados pelo Pecege apontam que a produtividade média da safra 2025/26 no Nordeste deve atingir 58,65 toneladas por hectare, queda de 1,76% em relação à safra 2024/25. A qualidade da cana também apresenta deterioração, com ATR médio estimado em 122,36 kg por tonelada, recuo de 7,50% na comparação anual.

Como consequência, o ATR total da região é projetado em 5,345 milhões de toneladas, volume 9,18% inferior ao registrado no ciclo anterior. Segundo o Pecege, esse resultado reflete o impacto combinado da menor produtividade agrícola e da perda de qualidade da matéria-prima ao longo da safra.

O mix de produção no Nordeste também deve sofrer ajustes na safra 2025/26. De acordo com as estimativas do Pecege, a participação do açúcar no mix deve recuar para 56,02% do ART, queda de 4,00 pontos percentuais em relação à safra 2024/25.

Com isso, a produção de açúcar é estimada em 2,9 milhões de toneladas, abaixo das 3,4 milhões de toneladas produzidas no ciclo anterior. No segmento de etanol, a projeção indica produção de 0,8 bilhão de litros de etanol hidratado e 0,5 bilhão de litros de etanol anidro, acompanhando a menor disponibilidade de matéria-prima na região.

Acompanhamento da moagem ao longo do ciclo

O acompanhamento da safra mostra que, desde o início da colheita, a moagem acumulada em 2025/26 vem se mantendo abaixo da safra 2024/25, embora próxima da média histórica das últimas 11 safras, estimada em 44,5 milhões de toneladas. Segundo o Pecege, esse comportamento reforça a expectativa de encerramento do ciclo com volume total processado inferior ao do ano anterior.

No contexto nacional, o Pecege estima que a região Norte-Nordeste responda por 56,3 milhões de toneladas de cana na safra 2025/26, retração de 2,19% frente ao ciclo anterior. A produção de açúcar na região é projetada em 3,24 milhões de toneladas, queda de 12,9%, enquanto a produção total de etanol deve atingir 2,06 bilhões de litros, recuo de 6,98%.

Segundo dados do Pecege, o desempenho mais fraco do Nordeste em 2025/26 contribui para o resultado negativo do agregado nacional, em um cenário marcado por limitações técnicas e menor qualidade agrícola.

Natália Cherubin para RPAnews

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