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Safra para Tecnocana foi boa

Fazer um melhor uso das tecnologias de manejo de pragas, doenças e ervas daninhas foi o diferencial adotado para buscar melhora na produtividade

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Uma safra de grandes acontecimentos. Foi assim que o ano de 2020 começou para a Tecnocana, localizada na região de Macatuba, interior de São Paulo. O ano foi difícil, mas a virada foi para melhor.

“Tivemos muito acontecimentos. No início estava bem promissor, depois ficamos todos muitos preocupados com o preço do petróleo e daí veio a pandemia, mas, mesmo com tudo isto, ainda conseguimos uma virada para melhor. A produção de cana foi boa, tanto em TCH como em ATR”, afirma Paulo Roberto Artioli, diretor da Tecnocana.

Mesmo com um clima foi bem diferente do que se espera, com distribuições das chuvas muito ruins e índices pluviométricos abaixo das médias da região, este ano a Tecnocana, que produz em cana-de-açúcar em 13,6 mil hectares, atingiu médias de ATR de 141 e seu canavial atingiu 75 t por hectare.

Controle de doenças e pragas

O produtor não revelou quantas toneladas de cana produziu no ciclo 2020/21, mas afirmou que a melhora nos canaviais se deu devido ao foco maior dado aos controles de pragas e doenças.

“Nos preocupamos bastante este ano com a sanidade. Cortamos soqueira em 80% dos nossos canaviais, nos preocupamos muito com sphenophorus, nematoides e broca da cana. Foi uma de nossas principais prioridades nas lavouras. O uso de produtos para controle, desta vez mais pensados para as melhores épocas de controle, nos ajudou a dar um upgrade nos nossos canaviais”, destaca Artioli.

Além do foco na sanidade dos canaviais, o produtor tentou aplicar em seus canaviais o máximo possível da técnica do terceiro eixo, o que é bastante complicado para a região onde o produtor faz seu cultivo de cana, onde 80% dos canaviais estão em ambientes D e E.

“Nossos solos são desfavoráveis e muito arenosos, por isso, fazer o terceiro eixo é complicado, pois temos uma gama de variedades plantadas grande. No entanto, tentamos fazer o máximo possível”, revela.

Além disso, o produtor afirma que a empresa também focou em aprimorar o uso do piloto automático, respeitando a questão do pisoteio dos canaviais, intensificou as distribuições de insumos e biológicos com a ajuda de drones e conduziu melhor a aplicação de insumos via pulverizadores autopropelidos no momento certo, já que na região há certa dificuldade para o uso de aviões agrícolas.

“As pequenas mudanças que fizemos, ou seja, realizar o que já fazíamos, mas com mais atenção e amor, nos mostrou que era o caminho para conquistar mais produtividade. Vimos que era só fazer mais bem feito do que estávamos fazendo”, observa Artioli.

Safra 2021/22 é de otimismo

O produtor se diz bastante otimista quanto à safra 2021/22, pois não deixou de investir nos canaviais.

“A tão sagrada chuva já começou a se estabilizar na nossa região, e o que estamos acreditando é que teremos um ano igual ou melhor do que foi esta safra. Como nosso negócio depende muito do clima, agora só nos resta rezar”, disse Artioli.

Muitas são também as expectativas quanto aos preços da cana, do etanol e do açúcar, inclusive, a Tecnocana já começou a fazer hedge em cana também, o que dá segurança para a companhia.

“Fizemos uma pequena porcentagem para sentimos o mercado, mas eu particularmente estou muito confiante quanto aos preços por causa da oferta e a demanda, que nos ditam os preços. Acredito muito no nosso agronegócio, pois somos o seleiro mundial da alimentação”, concluiu.

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