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Uma quebra da safra 2021/22 do Centro-Sul em 5% e uma moagem de 576 milhões de t, deverá levar a uma redução da oferta de produtos finais (açúcar e etanol) em 8%, o que de acordo com a consultoria JOB Economia e Planejamento, fará com que a receita líquida da usina, por tonelada de cana moída, atinja algo próximo de 24% acima da safra passada.

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“Ou seja, a diferença de 14% pode ser suficiente para cobrir o aumento de custos esperado para a nova safra 2021/22. Tudo indica que teremos mais uma safra de bons resultados econômicos e financeiros para as usinas. É hora de melhorar a saúde financeira das empresas e se preparar com investimentos e aumento de competitividade para uma nova onda menos favorável de mercados”, afirma Julio Maria Borges, sócio-diretor da JOB Economia.

Açúcar e etanol 

A produção de açúcar também será menor que no ano passado, apesar das usinas procurarem reduzir ao mínimo possível esta quebra. Isto porque o açúcar ao longo da safra tem sido um produto que remunera a usina bem melhor que o etanol.

“Estimamos uma produção de açúcar no Centro-Sul de 37,2 mi t contra 38,5 da safra passada”, afirma Borges.

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A produção prevista pela consultoria para o etanol de cana é de 24,5 bilhões litros contra 27,8 bilhões no ano passado. “Cabe lembrar que em 2019 a produção de etanol no Centro-Sul foi de 31,6 bilhões litros.”

A exportação de açúcar deve alcançar 28,2 milhões de t, o que representa cerca de 4 milhões de t a menos que na safra passada.

Norte-Nordeste

O clima nesta região está sendo impactado pelo fenômeno climática La Niña. Ou seja, a quantidade de chuva no Norte-Nordeste (NNE), de acordo com Borges, deve ser igual ou acima da média.

“Estamos admitindo para a região uma safra ligeiramente maior que a safra anterior com moagem de cana de 54 milhões de t e uma produção de açúcar e etanol de 3,2 milhões de t e 2,25 bilhões de litros, respectivamente.

Em termos gerais, o NNE representa 9% da moagem de cana do Brasil e representa cerca de 23% do açúcar e 15% do etanol consumidos no mercado interno do Brasil.

Por Natália Cherubin com informações da JOB Economia

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