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Setor de bioenergia capta R$ 4,7 bilhões em debêntures incentivadas até julho

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De acordo com a Anbima, as companhias de energia elétrica ocupam a liderança, com R$ 39 bilhões obtidos no acumulado de 2026

As emissões de debêntures incentivadas somaram R$ 6,8 bilhões em julho de 2026, alta de 9,9% em relação aos R$ 6,2 bilhões registrados no mês anterior. Os valores fazem parte de levantamento da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Apesar da recuperação mensal, o volume ficou 52,2% abaixo dos R$ 14,2 bilhões emitidos em julho de 2025. No acumulado dos sete primeiros meses de 2026, as ofertas alcançaram R$ 71,9 bilhões, ante R$ 88,8 bilhões no mesmo período do ano passado, redução de 19,1%.

Entre os setores, energia elétrica segue como principal destino dos recursos captados em 2026, com R$ 39 bilhões, montante equivalente a cerca de 54% de todas as emissões realizadas no período.

Com isso, o segmento mantém ampla liderança sobre os demais setores e responde sozinho por mais recursos captados do que os setores de transporte e logística (R$ 9 bilhões), saneamento (R$ 6,3 bilhões) e bioenergia (R$ 4,7 bilhões) somados.

Completam a distribuição setorial os segmentos de TI e telecomunicações (R$ 3,7 bilhões), assistência médica (R$ 2,7 bilhões), comércio atacadista e varejista (R$ 1,6 bilhão), petróleo e gás (R$ 1,2 bilhão) e outros setores de infraestrutura (R$ 4 bilhões).

Em relação ao perfil dos subscritores, intermediários e demais participantes ligados à distribuição das ofertas permaneceram como os principais adquirentes das debêntures incentivadas emitidas em 2026, respondendo por 60,8% do volume alocado no acumulado do ano.

Os fundos de investimento ocuparam a segunda posição, com participação de 32,1%. Já as alocações realizadas diretamente por pessoas físicas seguiram em patamar reduzido, representando 2,5% das emissões.

No mercado secundário, as negociações de debêntures incentivadas totalizaram R$ 28,8 bilhões no mês, recuo de 26,9% na comparação com junho, quando foram movimentados R$ 39,4 bilhões. Em relação a julho de 2025, entretanto, o volume permaneceu praticamente estável, com leve alta de 0,7%.

No acumulado de janeiro a julho, o volume negociado chegou a R$ 247,7 bilhões, crescimento de 24,0% frente aos R$ 199,7 bilhões registrados no mesmo intervalo de 2025. O estoque avançou para R$ 622,4 bilhões, aumento de 0,7% em relação a junho.

“Os dados corroboram um ritmo mais moderado de captações no mercado primário em 2026, após os elevados volumes observados em anos anteriores”, afirma a Anbima, em nota.

“Ao mesmo tempo, a expansão das negociações reforça a liquidez crescente do mercado secundário de debêntures incentivadas, oferecendo uma maior profundidade nos negócios deste segmento e ao mesmo tempo criando condições para o amadurecimento deste mercado”, complementa.

Anbima

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